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PMDB: entre o PSDB e o DEM

Em Goiás os votos peemedebistas estão sendo disputados pelo Palácio das Esmeraldas e pelo senador Caiado, no país, partido está fechado com o PT de Lula em seis estados

Líderes religiosos promovem seminário contra intolerância

O Brasil vive momentos de intolerância religiosa, sobretudo contra cultos de origem afro-brasileira. As cenas veiculadas o youtube dos “traficantes de Jesus” atacando praticantes de candomblé na  Ilha do Governador, do Morro do Dendê, no Rio de Janeiro, causaram grande indignação. Num país cuja a Constituição Federal garante a liberdade de credo, a violência contra […]

IV Blog-prog de Goiás faz defesa da democracia

Blogueiros e ativistas digitais defendem retirada de Temer do poder com eleições gerais, rejeitam intervenção militar e troca de golpista por Maia  

Câmara de Goiânia faz demagogia com o IPTU

Vereadores de oposição e de situação querem impedir aumento do imposto em 2018 tirando dos pobres para dar aos ricos e prejudicando serviços públicos na cidade

Petistas homenageiam Paulo Garcia

  Foi realizada neste sábado missa de sétimo dia para o ex-prefeito, celebrada pelo arcebispo Dom Washington Cruz e pelo Padre Rodrigo

Demóstenes faz mea-culpa do moralismo

Posted by marcusvinicius on julho 4th, 2017
Ex-senador informa que já recebeu ofertas de filiação ao PSDB, PTB e PP, diz que vai tentar retomar o mandato no Senado e afirma que se arrepende de ter sido tão moralista

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Daniel X Caiado: quem tem o apoio do PMDB?

Posted by marcusvinicius on julho 2nd, 2017
Pré-candidatos disputam nos  bastidores o controle do maior partido de oposição de Goiás

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“Precisamos de um candidato que aglutine o PMDB e a oposição”

Posted by marcusvinicius on junho 29th, 2017

Líder do PMDB diz que partido deve fazer auto-crítica sobre os erros do passado, conversar com todas as forças políticas e construir um projeto capaz de unir as forças oposicionistas

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Movimentos sociais lançam plano para governo pós-Temer

Posted by marcusvinicius on junho 28th, 2017
Lançamento do Plano Popular de Emergência teve  presença do ex-ministro Gilberto de Carvalho, sindicalistas e deputados que fazem oposição ao governo federal
Foi lançado na noite de terça-feira, no auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás o Plano Popular de Emergência. A iniciativa é da Frente Povo Sem Medo, entidade que reúne movimentos sociais como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra), Levante da Juventude, Movimetno Nacional de População de Rua e outros. Os principais prontos do documento são: retomada da democracia, com eleições diretas para presidente, rejeição às reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e a retomada dos projetos de desenvolvimento para geração de emprego e renda para a população.
O evento teve a presença de Gilberto Carvalho, ex-ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República durante os governos Lula e Dilma.  Num balanço dos acontecimentos no Brasil nos últimos três anos, Carvalho expôs para os participantes a sua avaliação de que a crise que levou à deposição da presidenta Dilma Roussef (PT-MG) foi gestada a partir de setembro de 2012, quando a administração petista reduziu os juros da taxa Selic, o spreed bancário e taxou a margem de lucro do setor elétrico, quando a expectativa dos grandes empresários era que o governo fizesse a privatização das estatais. “Ali começou o impeachment porque os setores da elite se deram conta que o nosso governo não iria de encontro com os interesses deles”, frisa.
De acordo com Gilberto de Carvalho, o discurso moralista utilizado para desmoralizar o governo petista, foi o mesmo usado para desestabilizar os governos de Getúlio Vargas, na década de 1950 e de João Goulart, em 1964. “Em 2016, como não poderiam acusar a Dilma de nada, eles criaram este processo todo, e a Lava Jato que , inspirada pelos americanos foi fundamental para que desestabilizassem o nosso governo a partir da acusação de corrupção”, afirma. De acordo com o ex-ministro, em vez de combater a corrupção, os operadores da Lava Jato combateram o grande capital nacional. “As principais indústrias nossas foram destruídas, a Petrobrás e toda a cadeia de petróleo e gás foi destruída, neste processo que não nasce dentro do Brasil. Esta turma foi usada pelo capital internacional e serão descartados como foram o Temer e o Aécio”, profetiza.
Na avaliação de Gilberto de Carvalho a apresentação do Plano Popular de Emergência  da Frente Povo sem Medo representa um avanço, pois possibilita que setores organizados da população se manifestem sobre os destinos do país. Numa alusão velada ao ex-presidente Lula, o ex-ministro Gilberto de Carvalho ressalta que as propostas apresentadas devem se somar a de outros segmentos, contribuindo para a construção de um plano de governo que contemple todos os interesses da sociedade, e que venha a ser defendido por um candidato que represente estas forças.
Combate ao ódio
O deputado federal Rubens Otoni (PT) afirma que o caminho para superar a crise política e econômica do Brasil é romper com o discurso de ódio e preconceito propagado pela direita através da aliança deste setor com os  grandes meios de comunicação e também por meio nas redes sociais. “A apresentação do Plano Popular de Emergência com toda certeza será o início de um grande e necessário debate na sociedade: o debate das ideias, que se insurge contra o jogo da elite, da direita, que quer fazer o confronto através do ódio, da provocação, do preconceito, da radicalização e que foge do debate das ideias”, enfatiza.
Didático, Otoni diz que o golpe de 1964 só foi possível porque as elites convenceram o povo que combater o comunismo era mais importante do que avançar nas Reformas de Base propostas pelo presidente João Goulart. Ele lembra que na década de 1970 os militares mantiveram a ditadura com o discurso das grandes obras e do Brasil Potência, mas este discurso perdeu força quando na década de 1980 os movimentos progressistas se uniram e convenceram a sociedade de que era preciso retomar a democracia, fazer as diretas já e reformar a Constituição para que a sociedade brasileira avançasse. Já na década de 1990, frisa Rubens Otoni, as elites se reorganizaram no discurso de que era preciso combater a inflação de todas as formas, e através do Plano Real elegeram e reelegeram Fernando Henrique Cardoso com um programa de reformas neoliberais. “O fim deste ciclo só aconteceu porque o PT e os movimentos sociais conseguiram convencer a sociedade de que combater a inflação não era suficiente, era preciso fazer distribuição de renda, gerar empregos e desenvolver a economia e foi este debate que levou Lula à vitória em 2002”, afiança.
Para Rubens Otoni, para superar a crise econômica gerada pelo governo e pelo governo impopular de Michel Temer é preciso que o PT e os movimentos populares promovam este amplo debate com a sociedade, de que não basta o combate à corrupção para mudar o país. Além do combate aos malfeitos, é preciso avançar na economia garantindo o acesso a emprego, renda e financiamento aos mais amplos segmentos da sociedade – dos trabalhadores aos pequenos, médios empresários da cidade e do campo -, aponta.
Segundo Rubens Otoni, independente de concordar ou não com o conteúdo do Plano Popular, ele é um documento necessário para repor a política ao seu leito original que é o debate de ideias que faça o país avançar rumo a democracia, a retomada o emprego e renda e de melhores condições de vida à população.

Também participaram do lançamento do plano, as deputada Adriana Accorsi (PT), Isaura Lemos (PC do B), a presidenta do PT-GO, Katia Maria e dirigentes da CUT, CTB, MST, Ibrace, Movimento Popular Camponês, Levante da Juventude, Sintsep, Abraco,  Movimento de Meninos e Meninas em Situação de Rua, SintIfes, UNE, MNU, MST, MTST, Confederação Dominicana de Justiça e PAZ, Movimento Nacional de População de Rua.

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  “Eleição sem Lula é fraude eleitoral”

Posted by marcusvinicius on junho 14th, 2017
 Em visita à Goiânia, Gleisi Hoffman diz ex-presidente sofre perseguição da Globo, afirma que governo Temer prejudica os pobres e que as pesquisas eleitorais mostram que o povo quer a volta do PT ao poder
 
 
Recém eleita presidenta do PT com 70% dos votos, a senadora Gleisi Hoffman (PT-SC) veio à Goiânia na noite de quarta-feira. Ela foi na Assembleia Legislativa prestigiar a posse da professora Kátia Maria e da deputada estadual Adriana Accorsi, que irão comandar o PT em Goiás e em Goiânia. “Eu não podia faltar nesta posse que é muito significativa e muito simbólica para o PT, pois aqui é o único Estado que tem mulheres na presidência do diretório estadual e da capital”, afirma.
Num discurso forte à militância que lotou o auditório Solon Amaral,, Gleisi Hoffman denunciou que está em curso uma campanha na mídia e em setores do judiciário para tentar inviabilizar o retorno do ex-presidente Lula à presidência.  Ela adverte que os ataques a Lula aumentaram depois que levantamentos feitos por todos os institutos mostraram que o povo está com saudades do PT, onde o partido aparece com apoio de 20% da população e Lula com 40% dos votos em pesquisas espontâneas. Diante deste quadro, Gleisi Hoffman diz que uma eleição sem a presença de Lula é uma fraude eleitoral.
Law fare
A senadora alega que que nos últimos anos Lula e  o PT foram perseguidos, massacrados, desconstruídos pela mídia numa campanha de ódio de de law fare (guerra jurídica) promovida pelo consórcio formado pela Globo, o juiz Sérgio Moro e os procuradores de Curitiba. “Querem riscar Lula do mapa político, querem tirar a sua cidadania, porque sabem que é o único jeito de impedir que ele volte a governar o país. E eles vão fazer agora o julgamento do Lula em julho. O Ministério Público vai apresentar as suas alegações finais e o Lula vai apresentar as suas. E o Sérgio Moro vai julgar. Nós temos que iniciar já uma campanha nas redes, dizendo que não vamos aceitar uma condenação do Lula, porque esta é uma condenação política, pois não tem provas. Temos que dizer em alto e bom som que uma eleição sem o presidente Lula não é uma eleição democrática, é uma fraude eleitoral”, reitera.
Segundo Gleisi Hoffman o governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP) é um cadáver insepulto, que só não foi descartado porque não há consenso entre as elites para eleger um presidente pela via indireta no Colégio Eleitoral. Gleisi Hoffman diz que as forças que deram o golpe, principalmente a rede Globo, querem governar sem a participação do povo nas decisões nacionais e por isto temem a volta de Lula ao poder pelos braços do povo.
 
Imposto para os ricos
Gleisi diz que para voltar ao poder o PT defende um projeto que contemple os interesses da maioria da população. Ela observa que os parlamentares que estão aprovando as reformas Trabalhista, da Previdência e a Terceirização são exatamente aqueles que nunca trabalharam de carteira assinada, não dependem do SUS (Sistema Único de Saúde) e nem da Previdência Social. Ela denuncia que  Temer faz um governo para homens ricos, brancos e misóginos, que não estão preocupados com os 14 milhões de desempregados, com o fechamento das Farmácias Populares ou com massacres contra sem-terra ou jovens negros nas periferias das grandes cidades.
De acordo Gleisi Hoffman o PT vai apresentar à sociedade brasileira um projeto que resgata a soberania do país e os direitos dos cidadãos. “Rico tem que pagar imposto, no Brasil de Temer só pobre paga imposto e perde direitos. Vamos propor a taxação das grandes fortunas, a taxação dos lucros em dividendos, temos que fazer uma profunda reforma no sistema financeiro e baixar a taxa de juros neste país”, afiança.
Mídia
Na avaliação de Gleisi Hoffman o monopólio sobre os meios de comunicação exercido pela Globo é a grande responsável pela campanha de ódio contra a política, os movimentos sociais e contra o PT. Uma das prioridades num virtual governo petista é rever este monopólio democratizando os meios de comunicação. “Nós não queremos mexer naquilo que a Globo fala, ela que fale a besteira que ela quiser, faça o editorial que ela quiser, o que ela não pode é ter 80% dos meios de divulgação. Tem que ter democracia neste país e a Globo não pode ter concentração econômica”, reitera.
Estado
Numa releitura dos governos Lula e Dilma a senadora Gleisi Hoffman diz que o PT perdeu a ilusão de que o Estado brasileiro é republicano. “O Estado brasileiro não é neutro, nem republicano, ele tem lado e não é o lado do povo. A aristocracia estatal, que são os grandes salários, se une à classe dominante deste país para explorar a maioria da população, porque não estão preocupados com os direitos do povo”, anota. Segundo Gleisi Hoffman , aqueles que ganham muito como os juízes, Ministério Público, servidores da receita federal e da polícia federal, fazem lobby no Congresso, se unem a elite política para garantir seus direitos não importando que isto seja feito retirando direitos dos mais pobres . “Nós não podemos aceitar isto. Temos que fazer uma reforma para que o Estado seja a favor dos interesses do povo brasileiro”, conclui.

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34 anos do comício que mudou o Brasil

Posted by marcusvinicius on junho 13th, 2017

No dia 15 de junho de 1983, era feito o primeiro comício pelas Diretas Já, que começou timidamente, um ano depois, 300 mil pessoas iriam à Praça Cívica exigir o direito de escolher pelo voto direto o presidente da República

 

 

A campanha das Diretas Já nos anos 1980 foram a maior mobilização cívica do Brasil, mais de dez milhões de brasileiros foram às ruas pedir a volta da democracia com o direito de votar para presidente e pela instalação de uma Assembleia Constituinte para dar ao país uma nova Constituição, pondo fim ditadura militar. O primeiro passo dessa longa marcha que percorreu ruas e praças em todo país teve início em Goiânia, onde foi realizado no dia 15 de junho de 1983, o primeiro comício da campanha Diretas Já.

No dia 02 de março de 1983 o deputado Dante de Oliveira (PMDB/MT) apresentou no Congresso Nacional PEC nº 5 (Proposta  Emenda Constitucional), que ficou conhecida como a Emenda das Diretas. Sua intenção era devolver ao povo o direito de escolher pelo voto direto o presidente da República. A bancada do PMDB encaminhou à executiva nacional do partido documento com planos para campanha pelas diretas. Mas ficou a dúvida: onde seria o primeiro comício? O país ainda vivia sob o ordenamento jurídico da ditadura, entre outros a Lei de Segurança Nacional, que vedava a realização de atos contra o regime militar. Eleito para o seu primeiro mandato como governador de Goiás, Iris Rezende topou o desafio e no dia 15 de junho de 1983 foi realizado o primeiro comício, que naquele dia reuniu apenas 5 mil pessoas. Apesar de modesto, aquele primeiro comício foi significativo, pois rompeu o medo, enfrentando a ditadura convocando o povo para ir às ruas.
A partir de Goiânia a campanha pelas Diretas foi tomando corpo e foram realizados comícios em Terezina, Recife, Ponta Grossa e São Paulo. Ao todo foram 40 comícios que se seguiram de norte a sul do país. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), União Nacional dos Estudantes (UNE) se somam a outras entidades e a uma frente partidária que reúne PMDB, PT e PDT realizando mobilizações pelo  Brasil.
Inflação e fome
Naquele ano de 1983 eram comuns os panelaços na Avenida Goiás e nas ruas centrais de outras capitais do país, mas ao contrário de 2016, não eram os ricos que batiam panelas, mas sim os pobres, nas passeatas contra a carestia promovidas pelas comunidades de base da igreja católica e militantes de movimentos comunitários e de partidos de esquerda. Um dos personagens desta campanha, que seria eleito vereador em 1985 foi o “Geraldão da Bicicleta”, que percorria as ruas montado na sua magrela batendo panela contra a política econômica da ditadura. Naquele ano de 1983 a inflação chegou a extraordinária taxa 239%, o povo não tinha emprego e passava fome numa economia que vivia a “estagflação”: estagnação econômica com hiperinflação.
Novos líderes
Goiânia deu o pontapé para a mobilização cívica que tomaria conta do país e abriu espaço para novos personagens na politica. Líder do movimento “Pula Catraca”, Denise Carvalho era presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFG (Universidade Federal de Goiás nos anos de 1983/84. Através do DEC “ Tempo de Unir”, Denise conduziu a luta do pula-catraca, onde os estudantes se recusavam a pagar a passagem, literalmente passando por cima da catraca do ônibus, num protesto que levaria à conquista do meio passe estudantil. Em 1983 Denise participou da formação do  Comitê Goiano Pelas Eleições Diretas pra Presidente da República, que tinha a participação dos professores Silvio Costa (P/c do B), Darci Accorsi (PT), Cleuber Cardoso, do deputado estadual Tobias Alves (PMDB) e o estudante Osmar Pires (PC do B).
Darci seria eleito prefeito de Goiânia em 1985 (ganhou mas não levou) e em 1992. Em 1984 Denise foi  eleita presidente da UEE-GO (União Estadual dos Estudantes de Goiás). Seria eleita depois vereadora e deputada estadual por três mandatos No grande comício de 12 de abril  de 1984, falaria em nome dos estudantes.
Dez governadores
Nas eleições de 1982, foram eleitos os primeiros  governadores pelo voto direto, desde 1965. .A oposição elegeu dez, dos 22 governadores de então. Em Goiás foi eleito Iris Rezende (PMDB), em Minas Gerais, Tancredo Neves (PMDB), no Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), em São Paulo, Franco Montoro (PMDB), no Paraná José Richa, no Pará, Jader Barbalho (PMDB), no Amazonas, Gilberto Mestrinho (PMDB), no Acre, Nabor Júnior (PMDB), no Mato Grosso, Wilson Martins (PMDB) e no Espirito Santo, Gerson Camata (PMDB). Foi a eleição destes dez governadores que permitiu a realização da campanha das diretas. A campanha das diretas é fruto da determinação de Tancredo Neves, que enfrentou os golpistas em 1954, como ministro de Getúlo Vargas e, em 1964, como líder do governo Goulart e em 1983 topou o desafio de fazer a marcha cívica pelas diretas. Ao lado de Tancredo perfilaram-se todos os demais governadores de oposição que mobilizaram as forças políticas em seus estados em favor da volta da democracia.
A emenda das diretas foi à votação foi ganhando adesão popular. De acordo com pesquisa feita naqueles dias pelo IBOPE, 84% da população brasileira era favorável à aprovação da emenda. O crescimento da mobilização popular assustou a ditadura.  Uma semana antes da votação da emenda Dante de Oliveira, marcada para o dia 22 de abril, o general presidente João Baptista Figueiredo decretou estado de emergência no Distrito Federal, em Goiânia e em onze municípios goianos, sendo eles do entorno da capital do país, como Anápolis, Luziânia, Formosa, Cristalina, outros da estrada de ferro como Catalão, Pires do Rio, Ipameri e cidades consideradas estratégicas como Goianésia, Itumbiara e Jataí. A medida foi tomada, sobretudo após o comício do dia 12 de abril em Goiânia, que mobilizou 30% dos cerca de 800 mil habitantes que a capital tinha na época. Os militares se assustaram ao ver 300 mil pessoas nas ruas e decidiu isolar Brasília, evitando novas manifestações pró-Diretas e intimidar o Congresso Nacional. O direito de reunião foi suspenso e foi se estabelecida a censura aos noticiários de rádio e TV.
O presidente do PMDB, Ulysses Guimarães, em discurso enérgico, condenou “o ato ditatorial que afronta a nação”. O presidente do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, diz que “o governo assinou seu atestado de óbito”. Um dia antes de decretar as medidas de emergência, o governo havia apresentado uma emenda constitucional marcando eleições presidenciais para 1988. Ulysses rejeitou a proposição.
O grande comício
Segundo a ex-deputada Thelma de Oliveira, viúva do deputado federal Dante de Oliveira, “Jamais passou pela cabeça do Dante que a emenda se transformaria num fantástico movimento de massas”. Mas foi o que aconteceu. Goiânia, que deu o pontapé para os comícios que tomaram conta do Brasil, foi também a cidade que proporcionalmente colocou mais pessoas nas ruas. O comício do dia 12 de abril, foi um dos último antes da votação da Emenda das Diretas. Pela importância de Goiânia, como a capital mais próxima de Brasília, o evento tratado como estratégico,e muito empenho foi feito para que tudo corre bem.
O jornalista Juscelino Kubistchek, o JK, é uma das testemunhas desta história. Em 1984 era repórter da Rádio Brasil Central (1270 AM) a mesma que em 1962 formou com a Rádio Guaíba a Rede da Legalidade, formada pelos governadores de Goiás, Mauro Borges (PSD) e do Rio Grande do Sul Leonel Brizola (PTB), cuja mobilização garantiu a posse do presidente João Goulart. JK conta que todo o aparato de comunicação do Estado, formado pela RBC, TV Brasil Central e os equipamentos de som do antigo Cerne (atual ABC) foram mobilizados para garantir ampla transmissão do evento para todo o Estado e todo o país, uma vez que as ondas médias da  RBC alcançavam todo o território nacional. “Naquele dia fiquei no palco, do lado esquerdo de Tancredo Neves, com equipamento da rádio transmitindo todo o discurso”, rememora.
Severo Lima era da oposição sindical ao Sintel (Sindicato dos Telefônicos). Naquele dia do comício trabalhou arduamente na realização de novos cabeamentos para que houvessem linhas disponíveis para os realizadores do comício e da imprensa. “Trabalhei tanto que não fiquei no comício, mas sei que foi uma festa maravilhosa”, comenta. Ex-secretário de Finanças do Município o então estudante Geovalter Correia, chegou em Goiânia em 1984 do território federal de Roraima, e já era militante pelas diretas. Ele conta que o que mais o impressionou naquele dia foi o discurso do jurista Paulo Brossard, que viria a ser ministro do Supremo Tribunal Federal. “Ele chamou a juventude a ir para as ruas para buscar de volta a liberdade que foi tomada pelos militares. Era o que os jovens queriam ouvir”, frisa.
Estudante de Estudos Sociais na Universidade Católica de Goiás, Luís Cesar Bueno era presidente do Centro Acadêmico foi para a Praça Cívica ao lado de estudantes da UCG e militantes do PT com faixas, bandeiras e folhetos impressos em mimiografos. “Foi um dia de muita efervescência. Os jovens acreditavam que podiam mudar o país e de fato, a mudança aconteceu, com a Constituinte em 1988 e as eleições diretas em 1989”, pontua. Luis Cesar engajou de fato na política, tendo sido eleito por duas vezes vereador e está agora no quarto mandato de deputado estadual.
Durval Mota, que era militante da ala do MDB autêntico, ocupou o Monumento das Três Raças com bandeiras do PMDB, do Brasil e das Diretas. Ex-presidente do Idago (Instituto de Desenvolvimento Agrário de Goiás), Durval viria a ser um dos principais responsáveis pela demarcação da terra dos Calungas, nos municípios de Cavalcante e Monte Alegre.
Tarzan de Castro era deputado estadual pelo PMDB. Ele destaca naquele dia o discurso de Tancredo Neves: “Meus irmãos de Goiás, eu nunca me dou conta, se sou mineiro dentro de Goiás ou se sou goiano dentro de Minas Gerais. É que as divisas que nos separam são linhas convencionais, elas não conseguem deter a torrente de afeto, de estima, de respeito e admiração que nossos povos nutrem. Hoje nesta noite nesta praça, eu me orgulho de ser goiano pelo sentimento, porque eu vejo a minha gente em praça pública não se se curvando, não se acomodando e se rebelando. As eleições diretas são uma imposição da consciência democrática de nosso povo. Impedi-las é desrespeitar a nação. Impedi-las é profanar a nossa gente. Impedi-las é amesquinhar a dignidade cívica de nossos irmãos”.
Vitória na derrota
A Emenda das Diretas foi derrubada em votação na Câmara dos Deputados na noite de 25 de abril de 1984. Houve 298 votos a favor, 65 contra, 113 ausências e 3 abstenções. Por ser emenda constitucional, seria necessário a aprovação de dois terços da casa (320 votos). Com a derrota, por apenas 22 votos, a emenda nem sequer foi apreciada pelo Senado Federal. Apesar do resultado desfavorável no Congresso Nacional, o povo nas ruas já havia decretado o fim da ditadura. O fim do regime militar era irreversível.
A campanha das diretas rachou o PDS. A legenda da ditadura, que era chamado de “o maior partido do Ocidente”, cindiu-se e o seu presidente, o senador José Sarney, saiu da sigla formando o PFL juntamente com Marco Maciel (PE), Antônio Carlos Magalhães (BA) e Hugo Napoleão (PI). Esta nova legenda, formaria a Aliança Liberal com o PMDB de Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. No dia 15 de janeiro de 1985, por 480 votos 72,4%), Tancredo Neves derrotou no colégio eleitoral o candidato da ditadura, o Paulo Maluf (PDS-SP), que teve 180 votos (27,3%).
No dia  5 de outubro de 1988 foi promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil, que proclama no seu Art. 1º :
“A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Aquele primeiro comício tímido em Goiânia, num certo 15 de junho de 1983, seria o responsável, cinco anos depois, por devolver o pais á democracia e dar ao Brasil uma constituição cidadã. Como disse, sabiamente o filósofo chinês Lao Tsé: “uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo”.

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PT não vai participar do colégio eleitoral

Posted by marcusvinicius on junho 7th, 2017

Deputado Rubens Otoni diz que o mesmo Congresso que colocou o país em crise votando o impeachment e as reformas trabalhista e da previdência, pode aprovar a emenda das diretas já, devolvendo ao povo o direito de escolher o seu presidente

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Maioria dos deputados federais de Goiás defende eleições indiretas

Posted by marcusvinicius on Maio 29th, 2017

Parlamentares goianos sentem que o governo Temer acabou, deputados do PT e PDT defendem realização de eleições diretas já, congressistas do DEM, PSDB, PSD e PTB namoram eleição indireta

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A bancada de Mabel

Posted by marcusvinicius on Maio 25th, 2017

 

Homem forte de Temer, Cunha e da CNI, ex-deputado foi um dos principais doadores na campanha para deputado federal em Goiás

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STF ainda pode anular o impeachment

Posted by marcusvinicius on Maio 24th, 2017
Deputados, juízes, procuradores lembram que Supremo não julgou mandado de segurança sobre o impeachent e acreditam que últimas delações são suficientes que o plenário do tribunal anule o golpe

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