<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Marcus Vinícius</title>
	<atom:link href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 May 2012 20:00:18 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>Greenhalgh presta homenagem ao casal morto pela ditadura em Rio Verde</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/17/greenhalgh-presta-homenagem-aos-mortos-da-ditadura-em-rio-verde/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/17/greenhalgh-presta-homenagem-aos-mortos-da-ditadura-em-rio-verde/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 13:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1201</guid>
		<description><![CDATA[Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-presidente do Comitê da Anistia esteve em Rio Verde e lembrou o assassinato do casal Marcio Beck e Maria Augusta Thomaz pelas forças da repressão no dia 17/05/1973 　A instalação da Comissão da Verdade, pela presidenta Dilma Roussef (PT), teve um simbolismo especial na cidade de Rio Verde(GO). É que no dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-presidente do Comitê da Anistia esteve em Rio Verde e lembrou o assassinato do casal Marcio Beck e Maria Augusta Thomaz pelas forças da repressão no dia 17/05/1973</p>
<p><span id="more-1201"></span></p>
<p>　A instalação da Comissão da Verdade, pela presidenta Dilma Roussef (PT), teve um simbolismo especial na cidade de Rio Verde(GO). É que no dia 17 de maio de 1973, portanto, ha 39 anos, o casal Marcio Antônio Beck e Maria Augusta Thomaz, militantes do Molipo (Movimento de Libertação Popular), foram assassinados por agentes da ditadura na Fazenda Rio Doce, há 240 km de Goiânia, entre os municípios de Rio Verde e Jataí. O fato foi relembrando na noite de ontem (16/05) pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que proferiu palestra para cerca de mil acadêmicos no VI Simpósito de Direito e Ciências Sociais da Fesurv (Universidade de Rio Verde). Ele foi convidado pelos acadêmicos de direito para debater a Defesa de Delúbio Soares no STF, mas discorreu também sobre os fatos ocorridos no município durante os Anos de Chumbo.</p>
<p>Greenhalgh lembrou que esteve em Rio Verde em agosto de 1980, como Presidente do Comitê Nacional pela Anistia para apurar denúncia que apontavam para a localização dos corpos. &#8220;Nos dirigimos a Rio Verde para checar relatos de presos politicos de que uma equipe da repressão havia assassinado Marcio Beck e Maria Augusta, enterrando os corpos num casebre na Fazenda Rio Doce&#8221;. Além de Greenhalgh participaram da comissão o advogado e à época vice-presidente nacional da OAB, Sepulveda Pertence (que futuramente seria Ministro do Supremo Tribunal Federal), os deputados federais Airton Soares (PT-SP) e Linio de Paiva (PMDB-GO) o deputado estadual João Divino Dornelles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nascida em Leme (SP), em 14/11/1947, Maria Augusta Thomaz era estudante do Instituto Sedes Sapientae da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Era linda e tinha 26 anos quando foi morta. Marcio Beck Machado, 26, nascido em São Paulo, em 15/12/1947,era estudante da Economia da Universidade Mackenzie(SP). Ambos haviam sido indiciados no Inquérito Policial 15/68 por participarem do Congresso da UNE em Ibiúna-SP, em 1968. Tinham as prisões decretadas pela ditadura e naquele ano de 1973 refugiaram-se em Rio Verde na fazenda de Sebastião Cabral, onde teriam sido descobertos por equipe do DOPS, que em Goiás era chefiado pelo Capitão Marcus Fleury. </p>
<p>Relatos do grupo Tortura Nunca Mais dão conta de que os agentes da repressão invadiram a fazenda, assassinaram o casal e obrigaram o fazendeiro Sebastião Cabral e seu empregado a enterrar os corpos, esfacelados pelos tiros.</p>
<p>Greenhalgh contou aos estudantes de Direito que a equipe teve apoio de um advogado local, Jorge Lemes de Morais, que tinha escritório na Avenida Presidente Vargas, número 916, em Rio Verde. &#8220;Seu escritório tinha uma placa: Pronto Socorro Jurídico, e foi alí que tivemos apoio para tomar depoimentos e comprovar os assassinatos&#8221;, frisa. Nos três dias que estiveram em Rio Verde, os membros da comissão foram seguidos. Luiz Eduardo Greenhalgh relata que estiveram com Sebastião Cabral no local onde estavam enterrados os corpos, mas no decurso de prazo que tiveram para conseguir autorização judicial para exumação o local foi profanado por agentes da repressão. &#8220;Ainda assim encontramos restos mortais &#8211; dentes, cabelos e pequenos ossos -, que levaram à comprovação de que eram<br />
de Márcio Beck e Maria Augusta&#8221;, aponta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p> Em entrevita à Rádio Caiapó, em Rio Verde, no programa  Jornal 96,  o ex-presidente do Comitê da Anistia, Greenhalgh elogiou a instalação da Comissão da Verdade, destacando que a presidenta Dilma Roussef (PT) foi feliz na escolha dos nomes. Avalia que, a exemplo da Comissão da Verdade da África do Sul, instalada no governo de Nelson Mandela, a comissão brasileira não está atrás de revanchismos, mas de contar a verdadeira história ocorrida durante a ditadura. &#8220;As famílias têm direito aos entes queridos. Foram assassinadas 458 pessoas pela ditadura e há 145 desaparecidos políticos no Brasil. Desde tempos imemoriais é direito das famílias enterrarem seus mortos&#8221;, atesta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1203" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto.jpg"><img class="size-medium wp-image-1203" title="foto" src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Greenhalgh em entrevista à Rádio Caiapó, em Rio Verde</p></div>
<p>Advogado de presos políticos, Greenhalgh não vê necessidade de mudanças na lei da Anistia. Entende que este é um processo consolidado, que não cabem revanchismos de parte a parte, mas entende que para superação dos traumas do período ditatorial toda história dever ser resgatata.&#8221;Na África do Sul, o presidente da Comissão da Verdade do cardeal Desmond Tutu, foi indicado ao Nobel da Paz. É no espírito de reconsciliação com a própria história que os brasileiros deve apoiar os trabalhos desta comissão&#8221;, sintetiza.</p>
<p><!--more--></p>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fgreenhalgh-presta-homenagem-aos-mortos-da-ditadura-em-rio-verde%2F&amp;linkname=Greenhalgh%20presta%20homenagem%20ao%20casal%20morto%20pela%20ditadura%20em%20Rio%20Verde" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fgreenhalgh-presta-homenagem-aos-mortos-da-ditadura-em-rio-verde%2F&amp;linkname=Greenhalgh%20presta%20homenagem%20ao%20casal%20morto%20pela%20ditadura%20em%20Rio%20Verde" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fgreenhalgh-presta-homenagem-aos-mortos-da-ditadura-em-rio-verde%2F&amp;linkname=Greenhalgh%20presta%20homenagem%20ao%20casal%20morto%20pela%20ditadura%20em%20Rio%20Verde" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fgreenhalgh-presta-homenagem-aos-mortos-da-ditadura-em-rio-verde%2F&amp;title=Greenhalgh%20presta%20homenagem%20ao%20casal%20morto%20pela%20ditadura%20em%20Rio%20Verde" id="wpa2a_2">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/17/greenhalgh-presta-homenagem-aos-mortos-da-ditadura-em-rio-verde/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Disputa pela vice ameaça rachar base de Juracy em Rio Verde</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/17/disputa-pela-vice-ameaca-rachar-base-de-juracy-em-rio-verde/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/17/disputa-pela-vice-ameaca-rachar-base-de-juracy-em-rio-verde/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 12:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1197</guid>
		<description><![CDATA[De bem com o eleitor e com problemas com a sua base de sustentação. Esta é a realidade do prefeito de Rio Verde, Juracy Martins(PSD). com aprovação em alta, o prefeito vê uma guerra fratricida pela sua vice. O principal interessado na vice de Juracy é o deputado federal Heuler Cruvinel(PSD).  Ele estaria por trás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De bem com o eleitor e com problemas com a sua base de sustentação. Esta é a realidade do prefeito de Rio Verde, Juracy Martins(PSD). com aprovação em alta, o prefeito vê uma guerra fratricida pela sua vice.</p>
<p><span id="more-1197"></span></p>
<p>O principal interessado na vice de Juracy é o deputado federal Heuler Cruvinel(PSD).  Ele estaria por trás do &#8220;fogo amigo&#8221; que tirou da secretaria de Saúde o médico Paulo Faria do Vale(PSDB). Carismático e com trabalho reconhecido pela população, Paulo do Vale foi surpreendido por denuncia de que a clinica de hemodiálise, do qual é sócio, presta serviço à prefeitura. Em entrevista ao jornal Opção, Paulo do Vale diz não haver ilegalidade no contrato, uma vez que a clínica dele é credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS) desde 1990 e recebe de acordo com uma tabela nacional. “Quem fixa o valor a ser pago pelo serviço é o Ministério da Saúde, não a Prefeitura de Rio Verde”, argumenta. Para ele, uma vez que o serviço é tabelado pelo governo federal não há favorecimento nem privilégio.</p>
<p>No dia 4 de maio, Paulo do Vale anunciou sua desistência da pretensão de ser vice de Juraci Martins. Começou nos bastidores então uma verdadeira corrida pelo seu apoio. O PT do deputado Karlos Kabral e o PMDB do ex- deputado Wagner Guimarães querem seu apoio. O ex-secretario, no entanto, ainda trabalha para ser ungido pelo prefeito Juracy Martins, mas pode perder as esperanças se receber novo golpe de Heuler Cruvinel. Não é segredo que o parlamentar trabalha para desestabilizar o sucessor de Paulo do Vale na secretaria de Saúde, Eduardo Ribeiro. O médico Osvaldo Fonseca Filho é o preferido de Cruvinel. Ele é filho do ex-prefeito de Santo Antônio da Barra que está contratado como assessor parlamentar de Heuler.</p>
<p>Nem mesmo o vice-prefeito, Demilsom Lima(PPS) está tranquilo no cargo, com a retirada de Paulo do Valle. Presidente Regional do PPS, Demilson também é alvo de Cruvinel, que não mede esforços para ser o vice de Juracy. &#8220;A voracidade de Heuler, que já controla várias secretarias não tem limite e pode pôr em perigo a reeleição do prefeito Juracy<br />
Martins&#8221;, avalia um aliado do ex-secretário.</p>
<p><strong>Marconi em baixa, oposição em alta</strong><br />
<a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Heuler-Cruvinel.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1199" title="Heuler Cruvinel" src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Heuler-Cruvinel-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>A administração do prefeito Juracy Martins, que trocou o DEM pelo PSD está em alta, na casa dos 80%, o mesmo percentual, com viés negativo, é atribuído pelos profissionais de imprensa de Rio Verde ao governador Marconi Perillo. &#8220;O que o povo diz nas rádios é que Marconi vendeu a alma para Cachoeira para ser eleito. Fora o escândalo, não há realizações do governo do Estado no município ou na região&#8221;, analisa um comunicador local.</p>
<p>Único representante do município na Assembléia Legislativa, o deputado estadual Karlos Kabral(PT) é o principal nome da oposição local. Segundo colocado na disputa em 2008, o ex-deputado Wagner Guimarães abriu mão de ser candidato. Osmar Negrão, que foi suplente na chapa de Adib Elias ao Senado e o ex-secretário de Agricultura Leonardo Veloso são os nomes de renovação no PMDB.</p>
<p>Há o entendimento entre as forças de oposição na cidade que, desunidas, a vitória de Juracy Martins é favas contadas. O racha na base do prefeito e o escândalo Cachoeira-Demóstenes-Marconi alimenta as esperanças.</p>
<p>Com 183 mil habitantes, terceira maior arrecadação de ICMS de Goiás e um dos maiores produtores de grãos do Centro-Oeste o município de Rio Verde, distante 238 km da capital, Goiânia, vive uma situação de pleno emprego. Além da pujança no agronegócio, que tem na soja e na Brasil Foods(antiga Perdigão) como carros-chefe, o município recebe vultuosos investimentos da União: a duplicação da BR-060, ligando Rio Verde às duas maiores capitais do Centro-Oeste &#8211; Goiânia e Cuiabá &#8211; e a construção da Ferrovia Norte-Sul, ligando aos portos de Santos(SP) e Itaqui(MA).</p>
<p>Tudo conspira a favor de Rio Verde, mas nem tudo favorece a reeleição de Juracy Martins, que apesar de estar de bem com o povo, pode ser vítima das intrigas dos aliados. Como diria o general Julio Cesar: &#8220;a sorte está lançada.</p>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fdisputa-pela-vice-ameaca-rachar-base-de-juracy-em-rio-verde%2F&amp;linkname=Disputa%20pela%20vice%20amea%C3%A7a%20rachar%20base%20de%20Juracy%20em%20Rio%20Verde" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fdisputa-pela-vice-ameaca-rachar-base-de-juracy-em-rio-verde%2F&amp;linkname=Disputa%20pela%20vice%20amea%C3%A7a%20rachar%20base%20de%20Juracy%20em%20Rio%20Verde" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fdisputa-pela-vice-ameaca-rachar-base-de-juracy-em-rio-verde%2F&amp;linkname=Disputa%20pela%20vice%20amea%C3%A7a%20rachar%20base%20de%20Juracy%20em%20Rio%20Verde" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F17%2Fdisputa-pela-vice-ameaca-rachar-base-de-juracy-em-rio-verde%2F&amp;title=Disputa%20pela%20vice%20amea%C3%A7a%20rachar%20base%20de%20Juracy%20em%20Rio%20Verde" id="wpa2a_4">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/17/disputa-pela-vice-ameaca-rachar-base-de-juracy-em-rio-verde/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estadão: Gravação em poder do STF indica compra de apoio político por Perillo</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/10/estadao-gravacao-em-poder-do-stf-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/10/estadao-gravacao-em-poder-do-stf-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 01:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1194</guid>
		<description><![CDATA[O primeiro grampo ninguém esquece. Gravações em poder do  Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), montou esquema de compra de apoio político para garantir sua eleição, em 2006. Os diálogos, foram publicados pelo jornal Estado de S.Paulo em 28 de janeiro de 2010. A matéria é assinada por Rodrigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; font-weight: normal;">O primeiro grampo ninguém esquece. Gravações em poder do  Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), montou esquema de compra de apoio político para garantir sua eleição, em 2006. Os diálogos, foram publicados pelo jornal Estado de S.Paulo em 28 de janeiro de 2010. A matéria é assinada por Rodrigo Rangel. Entre os que pedem dinheiro para pagar dívida de campanha está o ex-deputado Nédio Leite. Confira:</span></h1>
<p><span id="more-1194"></span>O Estado teve acesso aos diálogos que foram gravados pela Polícia Federal com autorização da Justiça. Perillo, que antes da campanha havia deixado o cargo de governador de Goiás, é alvo de inquérito no STF para apurar suposto caixa 2 e suspeitas de uso da máquina pública durante a eleição.</p>
<div id="bb-md-noticia-tabs">
<div id="bb-md-noticia-tabs-1">
<div>
<div>
<p>Nos relatórios, investigadores afirmam que os diálogos &#8220;demonstram a movimentação do alvo (Perillo) para obter dinheiro, visando o pagamento de dívidas de campanha e compra de apoio político&#8221;. A lista dos que teriam garantido apoio ao tucano em troca de dinheiro inclui vereadores e deputados federais e estaduais de Goiás.</p>
<p>As conversas sobre pendências financeiras prosseguiram após a eleição. De acordo com a investigação, o senador teve de recorrer a empréstimos para cumprir as promessas. Passado o pleito, telefonemas para cobrar pagamentos eram frequentes. Num deles, Francisco Sobrinho de Oliveira, que perdera a disputa por uma cadeira de deputado federal pelo PSDB, reclama dizendo que estava endividado.</p>
<p>&#8220;O &#8220;trem&#8221; seu todo dá uns quatrocentos?&#8221;, pergunta Perillo, segundo o relatório. Oliveira responde que suas dívidas já somavam R$ 750 mil. Perillo, então, diz que tem uma pessoa que vai &#8220;arrumar&#8221; parte do dinheiro. Em outra ligação, o senador diz ter conseguido R$ 100 mil emprestados, e avisa que não poderia dar mais porque precisava cumprir promessas feitas a outros políticos: &#8220;Eu posso ajudar mais se você arrumar quem queira ajudar.&#8221;</p>
<p>Ao ex-deputado Nédio Leite, que também lhe telefonara cobrando valores prometidos na campanha, Perillo garante que tentaria &#8220;resolver a totalidade ao invés de ser só aquela parte&#8221;. Ele pergunta se Nédio Leite, à época no PP, não sabia de alguém que pudesse lhe emprestar dinheiro e diz que poderia dar um cheque como garantia.</p>
<p>As cobranças se estendiam ao tesoureiro da campanha de Perillo, Lúcio Fiúza. Num telefonema, de acordo com o relatório da PF, o então deputado federal Pedro Canedo (PP), candidato à reeleição, cobra de Lúcio um &#8220;caminhão de arroz&#8221; . Em outro, Canedo reclama do atraso no pagamento e diz que o próprio Marconi lhe havia dito que &#8220;ontem ou hoje ia me passar&#8221;.</p>
<p>O então presidente da União de Vereadores de Goiás, Wolmer Tadeu Arraes, também ligou para cobrar. Usando o telefone do comitê de Perillo, o tesoureiro Fiúza fala com um pastor evangélico, identificado como César. Diz que precisava marcar encontro para &#8220;encomendar umas orações&#8221;. Em seguida, deixa de falar em código. &#8220;Metade agora e metade na outra semana&#8221;, afirma o tesoureiro ao pastor.</p>
<p>O senador foi gravado em conversas com juízes pedindo favores e recebendo pedidos. Uma juíza pede que Perillo interceda para evitar a transferência do marido, funcionário do governo. Em outro diálogo, é Perillo quem repassa a uma desembargadora pedido que recebera de uma prefeita.</p>
<p>A investigação detalha o que a PF classificou como uso da máquina pública na campanha. Assessores reservam aviões e helicópteros do governo para viagens de Perillo pelo interior goiano. Há registro, ainda, de voos para buscar Perillo em Búzios e Cabo Frio (RJ). As viagens eram tão frequentes que Perillo diz que pararia de usar aeronaves do Estado: &#8220;Podem usar isso no futuro.&#8221; A PF também acusa o tucano de utilizar policiais militares, pagos pelo Estado, para fazer sua segurança pessoal. As gravações foram autorizadas por uma juíza do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás e, depois, pela ministra Ellen Gracie, do STF.</p>
<p><strong>OUTRO LADO<br />
</strong><br />
Ao Estado, Perillo disse ter resposta para todas as suspeitas lançadas pela PF e chanceladas pela Procuradoria Geral da República, que já ajuizou denúncia contra ele no STF. &#8220;Minha defesa está 95% pronta e no momento apropriado a apresentaremos&#8221;, afirmou. O senador diz que as conversas com políticos sobre dinheiro referem-se a doações legais. &#8220;Pedi a empresas doações para vários candidatos, algumas viabilizaram, outras não, e por isso que eles ligavam cobrando&#8221;. Ele nega o uso da máquina. &#8220;Se usei aviões do Estado depois que deixei o governo, foi a convite do governador.&#8221;</p>
<p>O ex-deputado Nédio Leite, nega ter vendido apoio político a Perillo em 2006 e diz não lembrar de conversas sobre dinheiro com o senador. &#8220;Tenho muita afinidade com ele&#8221;, afirmou. Wolmer Arraes e Francisco Sobrinho não foram localizados. O ex-deputado Pedro Canedo, hoje presidente da estatal Indústria Química de Goiás (Iquego), não deu retorno ao contato.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link desta matéria:</p>
<p>http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gravacao-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo,502665,0.htm</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Festadao-gravacao-em-poder-do-stf-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo%2F&amp;linkname=Estad%C3%A3o%3A%20Grava%C3%A7%C3%A3o%20em%20poder%20do%20STF%20indica%20compra%20de%20apoio%20pol%C3%ADtico%20por%20Perillo" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Festadao-gravacao-em-poder-do-stf-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo%2F&amp;linkname=Estad%C3%A3o%3A%20Grava%C3%A7%C3%A3o%20em%20poder%20do%20STF%20indica%20compra%20de%20apoio%20pol%C3%ADtico%20por%20Perillo" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Festadao-gravacao-em-poder-do-stf-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo%2F&amp;linkname=Estad%C3%A3o%3A%20Grava%C3%A7%C3%A3o%20em%20poder%20do%20STF%20indica%20compra%20de%20apoio%20pol%C3%ADtico%20por%20Perillo" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Festadao-gravacao-em-poder-do-stf-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo%2F&amp;title=Estad%C3%A3o%3A%20Grava%C3%A7%C3%A3o%20em%20poder%20do%20STF%20indica%20compra%20de%20apoio%20pol%C3%ADtico%20por%20Perillo" id="wpa2a_6">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/10/estadao-gravacao-em-poder-do-stf-indica-compra-de-apoio-politico-por-perillo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Plano de Governo de Marconi: o que mudou?</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/10/o-plano-de-governo-de-marconi-o-que-mudou/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/10/o-plano-de-governo-de-marconi-o-que-mudou/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 16:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1185</guid>
		<description><![CDATA[Passados um ano e cinco meses, e muitos banhos de cachoeira depois, fica a pergunta para o eleitor que escolheu Marconi Perillo como governador: valeu a pena? As dúvidas estão no ar. Qual é a extensão da influência do grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no governo de Marconi Perillo? Segundo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passados um ano e cinco meses, e muitos banhos de cachoeira depois, fica a pergunta para o eleitor que escolheu Marconi Perillo como governador: valeu a pena?</p>
<p>As dúvidas estão no ar. Qual é a extensão da influência do grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no governo de Marconi Perillo? Segundo o líder do PT na Assembléia Legislativa, Luis Cesar Bueno, “o governo de Goiás foi loteado por Marconi entre aqueles que pagaram a sua campanha”.</p>
<p><span id="more-1185"></span></p>
<p>As gravações no inquérito 340 feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, que se encontram no STF (Supremo Tribunal Federal) trouxeram conversas que demonstram intimidade entre o mandante goiano e o bicheiro anapolino:</p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira: oi.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Pessoa não identificada: Carlos?</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong><em>Carlos Cachoeira: é.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Pessoa não identificada: um momento. por favor, que o governador Marconi vai falar.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Marconi Perillo: liderança .</em></strong></p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira: fala amigo, tudo bem?</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Marconi Perillo: rapaz, faz festa e não chama os amigos?</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira: o que é que isso.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Marconi Perillo: parabéns.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira: tudo bem? Obrigado pela lembrança, viu, governador.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Marconi Perillo: … que Deus continue te abençoando aí, te dando saúde, sorte.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira: amém, muito obrigado, viu?</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong><em>Marconi Perillo: um grande abraço pra você, viu?</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira; obrigado. aí, viu?</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Marconi Perillo: eu vou falar com o Edvaldo pra gente marcar uma conversa, tá?</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira: exatamente. Tô esperando, viu?</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong><strong><em>Marconi Perillo: já tá marcado. quinta-feira, não tem?</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Carlos Cachoeira: é, quinta-feira. O senador me ligou, tá? Obrigado pela lernbrança.</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Marconi Perillo: tá bom. Um abraço, tchau</em></strong><strong>.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>À medida em que os cidadãos goianos tomaram conhecimento dos laços estreitos entre o esquema de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) e com o governador Marconi Perillo (PSDB), tiveram início manifestações nas redes sociais, como as hastags #ForaMarconi, no Facebook e movimentos de rua, que reuniram mais de 20 mil pessoas em três edições nos meses de abril e maio. A pesquisa Serpes feita com 603 eleitores Goiânia e publicada pelo jornal O Popular no dia 8 último, trouxe aumento no índice de rejeição do governador Marconi Perillo de 25,8% para 48,9% ou seja, quase 50% dos goianenses consideram o governo tucano ruim(14,4%) ou péssimo (34,5%).</p>
<p><a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/image.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1186" title="image" src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/image.jpg" alt="" width="620" height="700" /></a></p>
<p>Soma-se a este desgate o não cumprimento das promessas de campanha. O corte em benefícios de servidores públicos (notadamente os professores), a inefiência da gestão, sobretudo com a deterioração das rodovias estaduais, a falta de investimento em serviços básicos, como a Saúde, o aumento da insegurança, com avanço do número de roubos a carros, casas e homicícios, contribuem para deteriorar a imagem do governo e do governador.</p>
<p>Para que cada um tire suas próprias conclusões, este blog publica o Plano de Governo da Coligação Goiás Quer Mais formada por PSDB, DEM, PTB, PT do B, PRB, PSL, PMN, PPS, que ajudou a eleger Marconi Perillo ao governo de Goiás pela terceira vez nas eleições de 2010.</p>
<p>O documento é uma oportunidade para analisar o que foi feito até então, e cobrar o que foi prometido por quem prometeu realizar “o melhor governo da vida dos goianos”.</p>
<p><strong><em> <a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/plano_governo_marconi.pdf" target="_blank">LEIA DOCUMENTO EM PDF DO PLANO DE GOVERNO DE MACONI &#8211; CLIQUE AQUI -</a></em></strong></p>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Fo-plano-de-governo-de-marconi-o-que-mudou%2F&amp;linkname=O%20Plano%20de%20Governo%20de%20Marconi%3A%20o%20que%20mudou%3F" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Fo-plano-de-governo-de-marconi-o-que-mudou%2F&amp;linkname=O%20Plano%20de%20Governo%20de%20Marconi%3A%20o%20que%20mudou%3F" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Fo-plano-de-governo-de-marconi-o-que-mudou%2F&amp;linkname=O%20Plano%20de%20Governo%20de%20Marconi%3A%20o%20que%20mudou%3F" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F10%2Fo-plano-de-governo-de-marconi-o-que-mudou%2F&amp;title=O%20Plano%20de%20Governo%20de%20Marconi%3A%20o%20que%20mudou%3F" id="wpa2a_8">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/10/o-plano-de-governo-de-marconi-o-que-mudou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nassif: As desculpas de Gurgel</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/09/nassif-as-desculpas-de-gurgel/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/09/nassif-as-desculpas-de-gurgel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 01:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1180</guid>
		<description><![CDATA[Em seu blog, o jornalista Luis Nassif analisa: &#8220;Ao não encaminhar as denúncias contra o senador Demóstenes Torres ao STF, o Procurador geral Roberto Gurgel permitiu a eleição de Demóstenes, de Marconi Perillo, atrapalhou as investigações na Operação Monte Carlo e deu uma sobrevida à organização criminosa&#8221;. Entre os seus críticos encontram-se: 1. Petistas, indignados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu blog, o jornalista Luis Nassif analisa: &#8220;Ao não encaminhar as denúncias contra o senador Demóstenes Torres ao STF, o Procurador geral Roberto Gurgel permitiu a eleição de Demóstenes, de Marconi Perillo, atrapalhou as investigações na Operação Monte Carlo e deu uma sobrevida à organização criminosa&#8221;.</p>
<p><span id="more-1180"></span></p>
<div>
<div>
<p>Entre os seus críticos encontram-se:</p>
<p>1. Petistas, indignados com seu empenho contra Antonio Palocci e sua benevolência para com Demóstenes e que pretendem intimidá-lo no julgamento do mensalão.</p>
<p>2. Policiais experientes, sem nenhuma relação com o petismo, como Paulo Lacerda, que não aceitaram as explicações do procurador &#8211; de que não encaminhou as denúncias para permitir maiores investigações. Tivesse encaminhado a denúncia, as investigações sobre Demóstenes e outros intocáveis teriam sido aprofundadas.</p>
<p>3. Setores que se indignaram com as armações na Satiagraha &#8211; e que se colocaram contra estrelas do petismo que também torpedeavam a operação.</p>
<p>Ao tomar a parte pelo todo, atribuindo as críticas exclusivamente ao primeiro grupo, Gurgel falseia os fatos e demonstra que tem lado &#8211; o que compromete mais ainda sua imagem.</p>
<p>Que Merval Pereira recorra a esses argumentos falseadores, entende-se. Que o próprio Gurgel os encampe, é vergonhoso para o MPF.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link desta postagem:</p>
<p>http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-desculpas-de-gurgel</p>
</div>
</div>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fnassif-as-desculpas-de-gurgel%2F&amp;linkname=Nassif%3A%20As%20desculpas%20de%20Gurgel" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fnassif-as-desculpas-de-gurgel%2F&amp;linkname=Nassif%3A%20As%20desculpas%20de%20Gurgel" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fnassif-as-desculpas-de-gurgel%2F&amp;linkname=Nassif%3A%20As%20desculpas%20de%20Gurgel" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fnassif-as-desculpas-de-gurgel%2F&amp;title=Nassif%3A%20As%20desculpas%20de%20Gurgel" id="wpa2a_10">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/09/nassif-as-desculpas-de-gurgel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conjur: Desembargador cobra respeito a ex-presidentes</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/09/conjur-desembargador-cobra-respeito-a-ex-presidentes/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/09/conjur-desembargador-cobra-respeito-a-ex-presidentes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 01:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1176</guid>
		<description><![CDATA[Em julgamento ocorrido na terça-feira (8/5), a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou liminar suspendendo a convocação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento como testemunha em processo “filho” da Ação Penal que corre no Supremo Tribunal Federal, sobre o esquema do mensalão. Na votação, porém, o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em julgamento ocorrido <a id="_GPLITA_3" title="Powered by Text-Enhance" href="http://www.conjur.com.br/2012-mai-08/trf-confirma-dispensa-depoimento-lula-desembargador-faz-desabafo#">na </a>terça-feira (8/5), a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou liminar suspendendo a convocação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento como testemunha em processo “filho” da Ação Penal que corre no Supremo Tribunal Federal, sobre o esquema do mensalão. Na votação, porém, o que chamou a atenção não foi o bem fundamentado voto do relator, desembargador Messod Azulay Neto, mas seu desabafo a respeito da convocação do ex-presidente para depor. <em>A matéria é de Marcelo Auler do Consultor Jurídico.</em></p>
<p><span id="more-1176"></span></p>
<div>
<p><em></em>O desembargador se disse entristecido como cidadão por notar que os brasileiros não valorizam o patrimônio nacional e suas instituições, como os ex-presidentes. Ele se queixou de comentários na imprensa que o acusaram de beneficiar o ex-presidente ao, monocraticamente, ter suspendido a convocação de Lula.</p>
<p>“Não se está privilegiando ninguém. Estaria se privilegiando alguém que está respondendo a processo criminal ao se trazer o ex-presidente da República para prestar um depoimento sobre uma história com a qual ele não tem nada a ver. Aí sim se estará jogando para a mídia, ou atendendo aos apelos de uma ação protelatória”, esclareceu.</p>
<p>Como a <strong>ConJur</strong> <a href="http://www.conjur.com.br/2012-mai-04/lula-liminar-nao-depor-mensalao" target="_blank">noticiou</a>, o ex-presidente foi arrolado como testemunha de defesa pelo ex-procurador da Fazenda Nacional, Glênio Sabbad Guedes, que responde em ação penal por corrupção passiva, lavagem de <a id="_GPLITA_1" title="Powered by Text-Enhance" href="http://www.conjur.com.br/2012-mai-08/trf-confirma-dispensa-depoimento-lula-desembargador-faz-desabafo#">dinheiro</a> e sonegação fiscal.</p>
<p>Guedes é acusado de receber do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza e de seus sócios Rogério Lanza Tolentino e José Roberto Moreira de Melo propinas em troca da emissão de pareceres que resultariam no cancelamento de multas a instituições financeiras, notadamente o Banco Rural, no Conselho de Recurso do <a id="_GPLITA_0" title="Powered by Text-Enhance" href="http://www.conjur.com.br/2012-mai-08/trf-confirma-dispensa-depoimento-lula-desembargador-faz-desabafo#">Sistema</a> Financeiro Nacional (CRSFN), conhecido como &#8220;Conselhinho&#8221;.</p>
<p>No Mandado de Segurança, os advogados do ex-presidente — representado pelo escritório Teixeira, Martins &amp; Advogados — disseram que ele “não tem qualquer relação pessoal com o réu, bem como desconhece quaisquer dos fatos discutidos na referida ação penal”. Alegaram ainda que “sua intimação para testemunhar se deu com base em uma declaração subjetiva divulgada na imprensa, na qual afirmava que ‘o mensalão nunca existiu’”, como relatou Azulay Neto.</p>
<p>O desembargador concedeu a liminar, decisão que gerou um Agravo Interno do Ministério Público Federal, assinado pela procuradora regional da República Mônica de Ré. Impetrado na segunda-feira (7/5), o Agravo foi levado a julgamento nesta terça (8/5) pelo relator que, respaldado pelo Regimento Interno do TRF-2, não o conheceu. No entanto, ele fez questão de, de ofício, submeter à apreciação da turma a liminar concedida. Por unanimidade, a liminar foi confirmada.</p>
<p>Em seu voto, Azulay Neto explicou ter suspendido a convocação de Lula como testemunha por entender, tal como já havia feito o juiz Roberto Schuman, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, ser “flagrante a ausência de razoabilidade do precedente que se abriria com o arrolamento do ex-mandatário-mor da República como testemunha, em razão da declaração opinativa, genérica, prestada em veículo de mídia”.</p>
<p>O desembargador lembrou, inclusive, da conhecida máxima “segundo a qual as testemunhas devem se manifestar sobre fatos positivos, específicos, relativos à ação penal, e não sobre questões de ordem subjetiva, ou permitir opiniões, ou fazer meras conjecturas acerca dos fatos que se pretende esclarecer”.</p>
<p>Ele afirmou que democraticamente respeitava a opinião do Ministério Público, que defendeu “não haver qualquer impedimento para a oitiva do impetrante, nem mesmo para a sua exclusão no rol de testemunhas e que a exclusão da mesma viola o principio da ampla defesa e do contraditório”. No entanto, criticou a iniciativa. Lembrou, por exemplo, que no processo principal do “mensalão”, o “Supremo Tribunal Federal não convidou o presidente da República para falar. O Ministério Público não convidou o presidente da República para falar. Por que o Ministério Público está achando que <a id="_GPLITA_2" title="Powered by Text-Enhance" href="http://www.conjur.com.br/2012-mai-08/trf-confirma-dispensa-depoimento-lula-desembargador-faz-desabafo#">aqui</a> ele deve falar?”, questionou. “Isto, na minha visão, revela imaturidade política do país. Infelizmente, o Ministério Público entrou com este Agravo Interno.”</p>
<p>“Infelizmente, observo que não estamos em um nível de maturidade, ainda, das nossas instituições, a ponto de valorizarmos o que é nosso, o nosso patrimônio. Gostemos ou não de Fernando Henrique, ele é ex-presidente. Gostemos ou não do Collor, ele é ex-presidente. Gostemos ou não do Lula, ele é ex-presidente. Além de tudo, é uma figura que, todos nós sabemos, tem carisma. Ora, que maravilha colocar um ex-presidente carismático para falar em videoconferência como testemunha de um fato! Realmente, este é um desabafo de alguém ao observar que a postura não prezou pelas nossas instituições mais importantes, que devemos prezar”.</p>
<p>Azulay Neto insistiu. “Não é o Lula, não é Luiz Inácio Lula da Silva. É o ex-presidente da República. Nos Estados Unidos, o Bill Clinton continua reverenciado porque não se trata de um qualquer, se trata de um ex-mandatário-mor da Nação. Esta é que é a questão. Infelizmente, aqui, este aspecto não está sendo observado”.</p>
<p>No seu entendimento, se houvesse uma justificativa plausível, o ex-presidente deveria ser intimado a prestar depoimento. Mas, no caso, Lula nada acrescentaria ao processo.</p>
<p>“Qual a justificativa, qual o fundamento para ele ser chamado a depor? Nenhum. O único motivo é para que o réu não alegue cerceamento de defesa”, explicou, revelando ter sido essa a justificativa apresentada pelo juiz Gustavo Pontes Mazzocchi, que reviu a decisão de Schuman e mandou intimar o ex-presidente, abrindo a possibilidade de ele depor por videoconferência.</p>
<p>“Fico imaginando se todos, agora, em qualquer desvio de conduta que houvesse no âmbito da administração pública, resolvessem convocar ou convidar um ex-presidente da República, um ex-ministro do Supremo Tribunal, para prestar esclarecimentos. Fraudes contra o INSS ocorrem todos os dias. Julgamos aqui. Então, vamos agora convidar os ex-presidentes da República para explicar o porquê das fraudes, como se eles pudessem esclarecer algum tema, algum fato atinente a este tipo de conduta? Evidentemente que não é possível”.</p>
<p>Na preliminar do julgamento, Azulay Neto propôs — o que 2ª Turma acatou por unanimidade — o levantamento do sigilo que existia no processo. Segundo explicou, o Mandado de Segurança só corria em segredo de Justiça por estar em segredo o processo de origem. Na 3ª Vara Federal, entretanto, só estão em segredo os documentos com sigilo, como extratos bancários e grampos telefônicos feitos na investigação com autorização judicial. As decisões são públicas e aparecem no andamento do processo na página da Justiça Federal na internet. Já na página do TRF-2, até a noite desta terça-feira, o andamento processual da ação continuava em segredo.</p>
<p>A confirmação da liminar também foi por unanimidade. Mas, ao contrário da juíza federal convocada Marcia Cunha, que acompanhou totalmente o voto do relator, a presidente da Turma, desembargadora Liliane Roriz, deixou claro que acompanhava o relator dada a premência de manter suspensa a intimação, mas que no julgamento do mérito irá decidir “se há ou não algum ato contrário às normas processuais penais com esta decisão proferida pelo eminente juiz de primeiro grau”.</p>
<p><strong>Leia o desabafo feito pelo desembargador Messod Azulay Neto ao final da leitura do seu voto.</strong></p>
<p>“Também gostaria de finalizar com algumas considerações que me parecem relevantes, já que o Agravo Interno partiu do Ministério Público Federal. Confesso que estou entristecido de saber que, no nosso país, ainda não se respeita plenamente as instituições, seja de natureza cultural, de natureza artística, patrimonial, institucional, de qualquer natureza. Isto demonstra que nós precisamos de algum tempo para que nossas instituições amadureçam no âmbito democrático.</p>
<p>Nós, aqui, estamos aplicando o Direito. Eu considero que estou aplicando duplamente o Direito. Está havendo uma confusão com a aplicação do Direito e a proteção de um cidadão. O ex-presidente da República, em qualquer lugar do mundo, não é uma pessoa comum. Ex-presidentes da República nos Estados Unidos, ou nas grandes democracias ocidentais, pelo menos, assim como a nossa, são tratados como um patrimônio. Eles fizeram a história do nosso país. Ainda mais este. Eu não quero entrar no mérito se gosto dele, ou não gosto dele. Isto é outro problema. Agora, ele é o ex-presidente da República, não é o José Manuel, que pode ser chamado por qualquer um a sentar na cadeira da Justiça e responder por qualquer coisa. Não se trata de alguma coisa necessária. Se fosse necessária, ele sentaria. Agora, qualquer um chamar, por qualquer razão, o ex-mandatário-mor da Nação para prestar um depoimento é desconsiderar a importância de uma instituição que é um ex-presidente da República.</p>
<p>Eu acho, senhora presidente, que o ex-presidente da República tem que ser tutelado pelo Estado, como é tutelado pelo Estado. Quando ele deixa a Presidência da República, o Estado continua pagando a ele, coloca à disposição dele seguranças. Não somos nós que colocamos, é a instituição. Não é o Lula, não é Luiz Inácio Lula da Silva, é o ex-presidente da República. Nos Estados Unidos, o Bill Clinton continua reverenciado, porque não se trata de um qualquer, se trata de um ex-mandatário-mor da Nação. Esta é que é a questão. Infelizmente, aqui, este aspecto não está sendo observado. Eu acho que se ele faz parte ou não da nossa história, não está sendo levado em conta aqui.</p>
<p>Qual a justificativa, qual o fundamento para ele ser chamado a depor? Nenhum. O único fundamento é para que o réu não alegue cerceamento de defesa, pelo segundo juiz, porque o primeiro juiz entendeu que não era o caso.</p>
<p>Fico imaginando se todos agora, em qualquer desvio de conduta que houver no âmbito da administração pública, resolvessem convocar ou convidar o ex-presidente da República, um ex-ministro do Supremo Tribunal, para prestar esclarecimentos. Fraudes contra o INSS ocorrem todos os dias, julgamos aqui. Então, vamos agora convidar os ex-presidentes da República para explicar o porquê das fraudes, como se eles pudessem esclarecer algum tema, algum fato atinente a este tipo de conduta? Evidentemente que não é possível.</p>
<p>Isto, na minha visão, revela imaturidade política do país. Infelizmente, o Ministério Público entrou com este Agravo Interno. Respeito totalmente a posição, acho que a posição em um país democrático tem que ser respeitada, tanto é que estou aqui trazendo para julgamento, não esperei para trazer na semana que vem, recebi ontem e trouxe hoje para que não dissessem que a minha liminar está sendo cumprida por uma decisão minha, particular. Quero que o colegiado aprecie. Submeto ao colegiado.</p>
<p>Me entristecem os comentários que vi na imprensa de que está sendo privilegiado o ex-presidente da República. Por duas razões, primeiro porque não há segredo de Justiça e nunca houve. Eu acho que a obrigação da imprensa é dar o fato verdadeiro. O fato verdadeiro é que nunca houve, não foi decretado o segredo de Justiça.</p>
<p>Segundo, não se está privilegiando ninguém. Estaria se privilegiando alguém que está respondendo a processo criminal ao trazer o ex-presidente da República para prestar um depoimento que ele não tem nada a ver com a história. Aí sim, estará se jogando para a mídia, ou atendendo aos apelos de uma ação protelatória. Isto sim.</p>
<p>Tenho 22 anos de advogado e estou há sete anos como magistrado. Todas as vezes que se buscava trazer o presidente de uma grande empresa para responder sobre um fato relativo ao consumidor para prestar depoimento, os tribunais jamais permitiam que isto acontecesse. Porque, evidentemente, o presidente de uma grande empresa não tem condições de saber o que ocorre no âmbito de um consumidor. Imagina o presidente da República no âmbito de supostos desvios — porque este processo ainda não foi julgado, não sei qual o desfecho dele — se ele tem condições e conhecimento de dizer o que aconteceu ali.</p>
<p>E qual o argumento que está sendo dito aqui? Porque não existe o “mensalão”. O Supremo Tribunal Federal não convidou o presidente da República para falar. O Ministério Público não convidou o presidente da República para falar. Por que o Ministério Público está achando que aqui ele deve falar?</p>
<p>Isto, realmente, me entristece como cidadão brasileiro. Infelizmente eu observo que não estamos em um nível de maturidade, ainda, das nossas instituições, a ponto de valorizarmos o que é nosso, o nosso patrimônio. Gostemos ou não de Fernando Henrique, ele é ex-presidente. Gostemos ou não do Collor, ele é ex-presidente. Gostemos ou não do Lula, ele é ex-presidente, além de tudo é uma figura que todos nós sabemos, tem carisma. Ora, que maravilha colocar um ex-presidente carismático para falar em videoconferência como testemunha de um fato. Realmente é um desabafo de alguém ao observar que a postura realmente não prezou pelas nossas instituições mais importantes que devemos prezar.</p>
<p>Então, senhora presidente, com estas orientações, pedindo a vênia talvez pelo excesso meu cometido, mas às vezes precisamos fazer, eu não conheço do Agravo. É um Agravo que, aliás, foi interposto sem previsão legal. Isto me entristeceu mais ainda. Não há previsão legal e o Ministério Público sabe que não há previsão legal para isto. Não há previsão legal para a interposição deste Agravo, mas ele foi interposto assim mesmo. Mas lá no Supremo, ele não está lá. No Supremo Tribunal Federal, o Lula não está arrolado e o Ministério Público podia arrolar por lá. Por que não o fez?</p>
<p>Então, por ausência de previsão legal, eu não conheço do Agravo. E, de ofício, trago para referendar a liminar nos exatos termos que deferi. É como estou votando, senhora presidente.”</p>
</div>
<p><a name="autores"></a></p>
<p><a href="mailto:%6d%61%75%6c%65%72%40%75%6f%6c%2e%63%6f%6d%2e%62%72">Marcelo Auler</a> é jornalista.</p>
<p>Link para matéria no Conjur:</p>
<p>http://www.conjur.com.br/2012-mai-08/trf-confirma-dispensa-depoimento-lula-desembargador-faz-desabafo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fconjur-desembargador-cobra-respeito-a-ex-presidentes%2F&amp;linkname=Conjur%3A%20Desembargador%20cobra%20respeito%20a%20ex-presidentes" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fconjur-desembargador-cobra-respeito-a-ex-presidentes%2F&amp;linkname=Conjur%3A%20Desembargador%20cobra%20respeito%20a%20ex-presidentes" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fconjur-desembargador-cobra-respeito-a-ex-presidentes%2F&amp;linkname=Conjur%3A%20Desembargador%20cobra%20respeito%20a%20ex-presidentes" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F09%2Fconjur-desembargador-cobra-respeito-a-ex-presidentes%2F&amp;title=Conjur%3A%20Desembargador%20cobra%20respeito%20a%20ex-presidentes" id="wpa2a_12">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/09/conjur-desembargador-cobra-respeito-a-ex-presidentes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PT denuncia o jeito Marconi de governar</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/01/pt-denuncia-o-jeito-marconi-de-governar/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/01/pt-denuncia-o-jeito-marconi-de-governar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 May 2012 20:19:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1168</guid>
		<description><![CDATA[Petistas fazem encontros em treze micro-regiões do Estado e denunciam os males do marconismo para Goiás. As revelações feitas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sobre a estreita ligação entre o governador Marconi Perillo (PSDB), o senador Demóstenes Torres (DEM) e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, são o combustível para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Petistas fazem encontros em treze micro-regiões do Estado e denunciam os males do marconismo para Goiás.</p>
<p><span id="more-1168"></span><br />
As revelações feitas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sobre a estreita ligação entre o governador Marconi Perillo (PSDB), o senador Demóstenes Torres (DEM) e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, são o combustível para o PT e partidos aliados nas eleições de 2012.</p>
<p>Os petistas realizam desde o início de março encontros regionais que visam orientar os candidatos a prefeito e vereador nos municípios. As reuniões coincidiram com o início das prisões de oito delegados (dois da polícia federal e seis da polícia civil), 29 policiais militares e dos grampos que levaram à exoneração do Procurador-Geral do Estado, do presidente do Detran e da ex-Chefe de Gabinete do Governador.</p>
<p>Deputados e dirigentes do PT tem claro que o governo de Marconi Perillo está comprometido. A visão é que Marconi loteou o governo entre grupos econômicos e o crime organizado para vencer as eleições de 2010 e já não tem mais legitimidade para continuar comandando os destinos de Goiás. Para derrotar o marconismo, o PT defende que seus candidatos ampliem as alianças com partidos da base dilmista (PMDB, PSB, PC do B, PTN etc) e vetem qualquer acordo ou aproximação com candidatos que, embora sejam de partidos da base da presidenta Dilma, tenham no palanque o apoio do governador Marconi Perillo.</p>
<p><a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/encontro-em-Davinopolis.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1169" title="encontro-em-Davinopolis" src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/encontro-em-Davinopolis-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>“Não aceitamos jogo duplo, quando o candidato a prefeito é aliado à presidenta Dilma no âmbito federal, mas tem no seu palanque o governador Marconi Perillo. O PT não admite este jogo duplo. Não vamos apoiar em Goiás quem apóia Marconi”, justifica o deputado federal Rubens Otoni.</p>
<p>Citado por conta de grampo feito pelo próprio Cachoeira em 2004, quando foi candidato a prefeito de Anápolis, Otoni parte para ofensiva: “Quiseram nos intimidar, mas fica claro com a Operação Monte Carlo que, para vencer as eleições de 2010, Marconi teve de lotear  Goiás àqueles que puseram dinheiro na sua campanha. Uma coisa é quando há no Estado a ação do narcotráfico, do crime organizado. A Operação VI Mandamento, feita pela PF no ano passado, identificou a ação de grupos de extermínio, e a Operação Monte Carlo, a ação do crime organizado atuando na Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Ora, o que vemos é que o crime organizado está agindo dentro do aparato de Estado, e isto é muito grave, pois o Estado deixa de agir em favor da sociedade para agir em conluio com o crime. Não podemos deixar que Goiás se torne território livre para o crime como ocorreu no passado no estado do Espírito Santo”, alerta.</p>
<p><a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Mauro-fala-em-Caldas-Novas1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1171" title="Mauro-fala-em-Caldas-Novas" src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Mauro-fala-em-Caldas-Novas1-e1335903350818-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Para o deputado estadual Mauro Rubem as investigações deixam cada vez mais claro que o esquema do PSDB privilegia aqueles que pagaram a campanha. A contra-partida do marconismo veio através de projetos de isenção ou de desoneração fiscal para os grandes grupos econômicos. “A privataria tucana avança em Goiás, com terceirzações de hospitais, no Detran, na Saneago, Iquego. O governo discrimina movimentos sociais, censura a imprensa e retira direitos dos servidores públicos, mas garante privilégios para os grupos que o sustentam”, denuncia.</p>
<p>Líder do PT na Assembléia Legislativa, o deputado estadual Karlos Kabral  afirma que o governador Marconi Perillo passou o ano de 2011 acertando contas de campanha. “A maioria dos projetos enviados à Assembléia Legislativa tratou de renúncia fiscal, crédito outorgado e créditos negociáveis de ICMS somando R$ 4,8 bilhões em renúncias. Entre as empresas mais beneficiadas está a CAOA/Hyunday, de Anápolis”, revela.</p>
<p><a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Luis-Cesar-discursa-em-Formosa.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1172" title="Luis Cesar discursa em Formosa" src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Luis-Cesar-discursa-em-Formosa-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Autor do pedido de CPI da oposição para investigar as relações de Carlos Cachoeira com o governo de Goiás, o deputado Luis Cesar Bueno diz que Marconi é o Robin Hood às avessas: tira dos pobres para dar para os ricos. “Os goianos pagam a gasolina mais cara do país, pois o governo subiu o ICMS sobre a gasolina de 17% para 29% para criar o Fundo Rodoviário, que iria arrumar as rodovias. Passados um ano e meio as estradas estão se acabando e a imprensa registra empreiteiras tapando buracos com terra”, adverte.</p>
<p>Ex-prefeito de Goiânia e ex-deputado federal Pedro Wilson defende que os petistas goianos se apropriem das conquistas que foram trazidas para Goiás pelas administrações dos presidentes Lula e Dilma “Não fossem o presidente Lula e depois a presidenta Dilma Roussef Goiás não teria mais a Celg, não teria a duplicação das rodovias nem a Ferrovia Norte-Sul. Vamos eleger o governador em 2014 porque queremos que Goiás participe do desenvolvimento que o Brasil experimentou após a eleição do primeiro presidente-operário e da primeira mulher-presidenta”, destaca.</p>
<p>PT governa hoje duas das maiores cidades de Goiás: Goiânia, com prefeito Paulo Garcia e Anápolis, com Antônio Roberto Gomide, além de outras doze cidades no interior do Estado. A aposta de seus líderes é de que o partido se robusteça em 2012, podendo mais que dobrar o número de prefeitos de modo a assumir o protagonismo da sucessão estadual em 2014.</p>
<p><a href="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Prefeitos-eleitos-pelo-PT-e.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1173" title="Prefeitos-eleitos-pelo-PT-e" src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Prefeitos-eleitos-pelo-PT-e.gif" alt="" width="454" height="258" /></a></p>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F01%2Fpt-denuncia-o-jeito-marconi-de-governar%2F&amp;linkname=PT%20denuncia%20o%20jeito%20Marconi%20de%20governar" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F01%2Fpt-denuncia-o-jeito-marconi-de-governar%2F&amp;linkname=PT%20denuncia%20o%20jeito%20Marconi%20de%20governar" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F01%2Fpt-denuncia-o-jeito-marconi-de-governar%2F&amp;linkname=PT%20denuncia%20o%20jeito%20Marconi%20de%20governar" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F05%2F01%2Fpt-denuncia-o-jeito-marconi-de-governar%2F&amp;title=PT%20denuncia%20o%20jeito%20Marconi%20de%20governar" id="wpa2a_14">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/05/01/pt-denuncia-o-jeito-marconi-de-governar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>João Paulo: &#8220;Mensalão foi um erro assumido e corrigido pelo PT&#8221;</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/30/joao-paulo-mensalao-foi-um-erro-assumido-e-corrigido-pelo-pt/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/30/joao-paulo-mensalao-foi-um-erro-assumido-e-corrigido-pelo-pt/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 12:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1164</guid>
		<description><![CDATA[Em entrevista ao Consultor Jurídico (ConJur), o  deputado federal João Paulo Cunha descarta qualquer comparação do processo em que ele é réu com o recente escândalo que envolve o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo ele, ninguém no seu partido é acusado de utilizar dinheiro público para enriquecimento pessoal. A matéria é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao Consultor Jurídico (ConJur), o  deputado federal João Paulo Cunha descarta qualquer comparação do processo em que ele é réu com o recente escândalo que envolve o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo ele, ninguém no seu partido é acusado de utilizar dinheiro público para enriquecimento pessoal. A matéria é Marcos de Vasconcelos.</p>
<p><span id="more-1164"></span><br />
Anunciado como o “julgamento do século”, o Mensalão, um caso de pouca expressão jurídica, galvanizou o Supremo Tribunal Federal. Cada ministro deslocou seus melhores quadros para, com lupa de aumento, não deixar escapar uma vírgula dos autos. Isso quer dizer que o julgamento será técnico? Difícil dizer, mas não é impossível. As duas mais poderosas forças vivas do Brasil estão em confronto. No ataque, os mais importantes veículos de comunicação, em campanha aberta, vocalizam e turbinam a opinião pública. Na defesa, o pico da pirâmide do poder político, ou seja: o governo central do país.</p>
<p>Nesta entrevista, um dos acusados, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) mostra seu inconformismo com a pressão sobre os ministros do STF — já chamada por um deles de “faca no pescoço”. Cunha, que já presidiu a Câmara dos Deputados e a importante Comissão de Constituição e Justiça, descarta qualquer comparação do processo em que ele é réu com o recente escândalo que envolve o senador Demóstenes Torres e o eclético Carlinhos Cachoeira. A diferença fundamental entre a acusação contra petistas e as demais, diz o deputado, é que no seu partido ninguém é acusado de utilizar dinheiro público para enriquecimento pessoal, mas para pagar despesas de campanha.</p>
<p>O erro do PT, partido que Cunha ajudou a fundar em 1981 na cidade de Osasco (SP), em sua visão, já foi admitido pela legenda e diz respeito ao uso de recursos não contabilizados no financiamento de campanha, o chamado “caixa dois”. Já as acusações de compra de apoio político na base aliada para aprovação de projetos do governo, diz ele, não têm nenhuma comprovação. “Como eu poderia participar de um esquema para votar com o governo se eu era presidente da Câmara e nem votava?”, questiona. O deputado é categórico em afirmar que não houve mensalão.</p>
<p>O caso de Demóstenes é emblemático para o deputado, uma vez que o senador é conhecido por interpretar o papel de guardião da ética, apontando o dedo a cada deslize do governo. O perfil é o mesmo que o PT mostrava quando estava na oposição ao governo. Esse, na opinião do deputado, é outro erro &#8220;reconhecido e superado pelo partido&#8221;.</p>
<p>No Supremo Tribunal Federal, o deputado é acusado de receber R$ 50 mil reais para favorecer uma empresa de comunicação em licitação da Câmara. Sua explicação é que o dinheiro foi repassado pela direção do PT para pagar pesquisas eleitorais em São Paulo, nas eleições municipais de 2002.</p>
<p>Mas o mesmo clamor popular que faz o político sentir-se julgado antes de apresentar sua defesa, elegeu-o como deputado federal em 2010 e, segundo ele, torna os legisladores reféns da demagogia ao criar e aprovar leis que sabem ser inconstitucionais, mas que levam até o fim da tramitação para agradar seus eleitores.</p>
<p>Tais leis são, depois, enviadas ao Judiciário, que na maioria das vezes as julga inconstitucionais. O motivo disso, na visão de Cunha, é que a Justiça tem a incumbência e a capacidade de fazer análises frias das matérias que julga, enquanto no congresso prevalece “o calor da irracionalidade”. O deputado presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara em 2011, mas admite que a função de julgar a constitucionalidade das leis propostas nem sempre é seguida com rigor pela comissão.</p>
<p>Apesar de afirmar ser favorável à Lei da Ficha Limpa (e ter defendido sua aprovação na Câmara), Cunha diz que a lei comete um erro que será revelado pela história ao impedir que pessoas condenadas em segunda instância se candidatem. O trânsito em julgado seria a única opção válida, uma vez que não existe a possibilidade de ressarcir o impedimento à eleição.</p>
<p>Eleito pela primeira vez como deputado federal em 1994, o petista deverá concorrer à prefeitura de Osasco nas eleições de 2012. Presidiu o PT no estado de São Paulo entre 1995 e 1997</p>
<p>Participaram da entrevista os jornalistas Alessandro Cristo, Márcio Chaer, Marcos de Vasconcellos e Maurício Cardoso.</p>
<p><strong>Leia a entrevista:</strong></p>
<p><strong>ConJur —</strong> Qual é a diferença de paradigma entre as acusações que o envolvem no caso do mensalão e as que envolvem o senador Demóstenes Torres?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> É o paradigma da lei: do Código Eleitoral para o Código Penal. O erro cometido — e corrigido — pela direção do PT no episódio do mensalão foi, fundamentalmente, um erro político já admitido pelo PT por conta do sistema de financiamento de campanha que nós temos no Brasil. O erro político foi utilizar recursos não contabilizados, ou “caixa dois”, para fazer campanha eleitoral ou preparação de processos eleitorais. A diferença entre este caso e o do Demóstenes ou as crises que invariavelmente envolvem outras pessoas e outros partidos é que, no PT, não houve enriquecimento pessoal. Não há dinheiro público transferido para contas privadas. Não há, entre todos os réus do mensalão, um acusado de apropriação particular de recurso. O único caso, que, por causa disso, está fora do processo, é o caso do Silvio José Pereira, o Silvinho, acusado de ter recebido uma Land Rover de um construtor da Bahia. Em resumo: cometemos infrações de caráter administrativo e eleitoral. No caso Demóstenes/Cachoeira parece que não é a mesma coisa.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> O senhor é acusado de participar do Mensalão. Um esquema para arrecadar fundos e repassar isso para comprar o apoio de uma base política. Qual é a sua explicação?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Isso não faz sentido. Como eu poderia participar de um esquema para votar com o governo se eu era presidente da Câmara e não votava? Outra coisa é que seria ridículo se eu tivesse que receber dinheiro do Lula para votar nele. Em relação aos partidos da base, não há nenhum corte linear nas votações havidas entre 2003 e 2004, quando disseram que havia o mensalão. Nas grandes matérias votadas, nós tivemos apoio majoritário no PSDB e no Democratas, que era PFL. Por que precisaria pagar? Os partidos votaram porque era matéria de conteúdo, de interesse de Estado, como Reforma da Previdência e Reforma Tributária. Por que o processo só envolve líderes e presidentes dos partidos PL, PT, PTB? Porque era um acordo partidário. Não tinha nada a ver com votação, não há nenhuma disparidade nos votos dos deputados dos respectivos partidos. Pode consultar os anais da Câmara. Para valer a tese do &#8220;mensalão&#8221; o comportamento do voto teria que ter mudado naquele período.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Não existiu mensalão?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Claro que não. Se as pessoas prestassem atenção nas contradições, entenderiam. A jornalista Eliane Cantanhêde aponta, no livro que escreveu sobre a vida do ex-vice-presidente José Alencar, um acordo feito entre PT e PL como uma coisa altiva de Alencar. Ela conta que, em um apartamento em Brasília, o PT combinou que ia passar um valor para o PL, e o José Alencar estava em outra sala com o Lula. No livro é apresentado como algo positivo, um acordo. No processo do mensalão, no entanto, isso serve como argumento para condenar os envolvidos.</p>
<p>Veja: o procurador, ao fazer a denúncia, separou o meu caso — que não tem nada a ver com o mensalão. Ele sustenta a denúncia baseado em um contrato feito entre a Câmara dos Deputados e a agência de publicidade.</p>
<p>Quando eu tomei posse, em 2003, já estava em vigência um contrato com a agência. Logo, no primeiro ano, foi utilizada a agência que o ex-presidente da Câmara Aécio Neves tinha contratado. Para 2004, foi aberta uma nova licitação, autorizada pelo primeiro secretário da mesa. Era um contrato de R$ 10 milhões, em que R$ 7 milhões foram gastos só com veiculação.</p>
<p>A Globo recebeu R$ 2 milhões, a Veja ficou com outra parte, assim como a Folha de S.Paulo, oCorreio Braziliense, o Estado de S. Paulo, a IstoÉ, a Época, e outros veículos, pois compramos espaço para publicidade em que tentamos dar um tom universal para divulgar na imprensa tradicional as matérias que votamos na Câmara.</p>
<p>O Ministério Público pegou a análise provisória desse contrato, feita pelo Tribunal de Contas em agosto de 2005, e sustentou que havia algumas irregularidades na licitação e na execução do contrato.</p>
<p>Essas alegadas irregularidades foram usadas na denúncia para suscitar três crimes: peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Veja bem: uma suposição feita em cima de um relatório provisório. O relatório definitivo saiu e não aponta nenhuma irregularidade. Ora, se a base da denúncia deixou de existir, porque o TCU superou a suspeita, do que estamos tratando então?</p>
<p><strong>ConJur —</strong> O senhor disse que não existiu o mensalão. O que existiu?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Foi um financiamento irregular de campanha do PT e dos aliados. Funcionou com recursos não contabilizados, não declarados, para o PT e para os partidos aliados. Não tem nenhuma prova do mensalão [como esquema de compra de apoio no Congresso]. Ninguém aponta onde entrou o dinheiro e onde ele influenciou em alguma votação. Isso não foi mostrado. Sobre a premissa fundamental da tipificação dos crimes, que é onde está a fragilidade jurídica do caso, ninguém quer falar. Fora dos autos, fomos impedidos de exercer nosso direito de defesa. Acusados e condenados por um vagalhão emocional em que a vida real ficou em segundo plano.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Impedidos por quem?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Por parte da imprensa. No episódio do empréstimo do Banco Rural, o [José]Genoíno e o Delúbio [Soares] diziam que pegaram dinheiro emprestado do banco e que o banco estava acionando o PT para pagar. O PT pagou mês a mês e, quando quitou a dívida, disseram que o partido estava querendo enganar a Justiça, o que não é verdade. É como diz o advogado Mariz de Oliveira: &#8220;A mídia não se limita a informar: acusa. Não admite defesa: condena. Não quer processo: pune. E o faz com provas, sem provas ou contra as provas&#8221;.</p>
<p><strong>ConJur</strong> — E o saque de R$ 50 mil que foi feito pela sua mulher? Não foi recebimento de verbas ilícitas?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Absolutamente. O procurador sustenta que, para dar o contrato à empresa de publicidade, eu teria recebido R$ 50 mil. Mas onde já se viu mandar a própria mulher para sacar um recurso irregular sabendo que ela vai apresentar RG e tirar Xerox dos próprios documentos? Esses R$ 50 mil foram disponibilizados pela executiva nacional do PT para quatro pesquisas na região Oeste de São Paulo, que é uma coisa muito natural em época de eleição. O diretório nacional mandou o dinheiro para pagar as pesquisas. Eu apresentei o recibo desse material e a tesouraria confirmou que mandou esse recurso. Que crime pode haver nisso? Eu era da executiva nacional até 2002.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> No processo do mensalão, as acusações são individuais, e isso faz parecer que, para se defender, tenha ido cada um para um lado. Ou seja, o grupo se desarticulou. Isso aconteceu?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> O processo criminal traz imputações individuais. Então, cada réu responde por determinadas acusações. A defesa pessoal é exigência do processo. Há também um arcabouço político que envolve o episódio do mensalão, que é uma defesa coletiva. Eu e todos os réus insistimos que não tem dinheiro público envolvido. Nesse processo, até a minha esposa teve o sigilo fiscal quebrado, montaram um link de TV na porta da casa da minha mãe, reviraram o meu sigilo telefônico, porque diziam que eu tinha relação estreita com o Marcos Valério.</p>
<p>ConJur — O senhor contratou a IFT e a empresa do publicitário Marcos Valério para a sua campanha?</p>
<p>João Paulo Cunha — O PT contratou e pagou a DNA para fazer a minha campanha para presidente da Câmara. A IFT, que se chama Ideias, Fatos e Textos, do jornalista Luís Costa Pinto, foi subcontratada em 2003 para prestar consultoria de comunicação da Câmara, pelo valor de R$ 20 mil por mês. O Luís Costa Pinto é um jornalista conceituado em Brasília e foi chefe de redação de várias publicações. Era preciso ter alguém que ajudasse a fazer a ponte entre o trabalho da Câmara dos Deputados e a imprensa e ele foi escolhido em uma licitação da agência de publicidade que prestava serviços à Câmara. Por causa dessa contratação, eu sou acusado de peculato, mas está provado que ele trabalhava na Câmara dos Deputados. A própria imprensa é testemunha do trabalho dele. É até ridículo falar que ele recebia e desviava o serviço para mim.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Disso, somos testemunhas. Falamos diversas vezes com ele na Câmara. O acusacionismo tem alavancado carreiras. No entanto, parece que esse modelo vem perdendo força. Muitos daqueles que apareceram como celebridades fazendo acusações têm sido pegos atuando fora da lei. Esse é o destino de quem segue o padrão “justiceiro”?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> O ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence, certa vez, citou um jurista italiano chamado [Francesco] Canelutti, que dizia: “O dramático do processo penal é que saber se se deve aplicar a pena é preciso o processo. Mas o processo, pelo estigma que acarreta e os constrangimentos que gera já é, em si mesmo, uma pena. Assim, com o processo começa-se por punir aquele de quem se pretende saber se merece ser punido&#8221;. Instaurado o processo, o acusado já vira condenado aos olhos da multidão. É quando surgem as aves de rapina.</p>
<p>Esses acusadores brincam com a reputação das outras pessoas como se fossem descartáveis. Gostam de empurrar quem está no contrapé. Disparam acusações contra pessoas e instituições sem nenhuma análise da consequência que isso pode ter. Somente para se vangloriar ou por qualquer outra razão, para conseguir dez minutos de glória em uma entrevista na imprensa.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> O senhor concorda que o PT cresceu com isso?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Eu concordo que o PT, em muitos momentos, ajudou a alimentar esse tipo de relação. Mas isso não significa que o PT precisa concordar com isso. Podemos ter errado em uma época, mas não podemos continuar no caminho errado. O problema seria permanecer no caminho errado. Nós [do PT] já corrigimos isso, que foi um erro, causado pela busca exacerbada pelo holofote, pela aparição fácil, da nossa sociedade do espetáculo. Nós vivemos em um mundo de muita aparência.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Esse sistema que autoriza o candidato a buscar dinheiro para financiar a sua campanha é que gera essas situações?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Não são todas as situações, mas nós temos um problema de fato no nosso sistema eleitoral. Fora do Brasil, quando se fala sobre esse sistema, as pessoas de outros países riem, porque é uma coisa singular. Sistema de lista aberta com financiamento privado de campanha é uma coisa única no mundo.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Se os parlamentares sabem que esse sistema é fadado a dar problemas como esses, por que não mudá-lo?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Há quem se oponha por convicção e quem se opõe por conveniência. Essa composição de interesses ou de opiniões impedem que uma mudança prospere. Há uma visão conservadora de que o cidadão precisa votar em um candidato, precisa escolher o seu candidato, o que sustenta a ideia de uma lista aberta. Esse sistema obriga o próprio candidato a captar recursos. Depois, há a demonização da política, pela qual o cidadão não pode permitir que o político seja financiado com a verba do Estado, à bordo da visão de que o mundo da política é uma coisa suja e os políticos desonestos. Mas talvez a maioria esteja apenas acomodada e não vê motivos para mudar.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> De onde vem a percepção de que o mundo da política é um mundo sujo?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> O advento da Sociedade do Espetáculo, da década de 1980 para cá, e, no caso particular do Brasil, com o fim do represamento das manifestações por parte da ditadura, com todo o glamour dado às notícias negativas, acabou trazendo um olhar mais duro para a ação política. A política é um mundo reduzido, uma vez que você escolhe 513 representantes de 190 milhões de pessoas. Nesse mundo reduzido, passou a ser, para a imprensa, em particular, uma notícia bastante forte qualquer desvio de apenas uma dessas 513 pessoas. Qualquer desvio é uma notícia forte para o convívio da população, que engatinha ainda no sentido de buscar os seus direitos. As notícias são demasiadamente reduzidas quando apontam coisas positivas. A visão média é de que na política não tem nada positivo e não é verdade. Aliás, na história da humanidade não há saída que não seja pela política. Eu acho que uma parte da mídia faz uma edição das crises, ela edita as crises.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Isso que a imprensa faz não é refletir a expectativa da população?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Nem sempre. Mas ainda que fosse, se formos seguir o senso médio da população, ficaremos impedidos de apresentar ideias e trabalhar para que essas ideias tornem-se majoritárias na sociedade. Se você perguntar, a maioria da população é a favor da pena de morte. Só por isso eu teria que concordar? Claro que não. A imprensa, por mais interesse comercial que tenha, o papel da informação não é editar e trabalhar pelo senso comum, é informar. Agir, deliberadamente, com o propósito de interferir na política do lado de um partido ou de outro não é defensável. A menos que assuma publicamente sua preferência partidária.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Mas os senhor não acha que o problema é o sistema e não a mídia?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Quase sempre, a ponta econômica envolvida [em um escândalo] tem uma certa relação com o tipo de financiamento de campanha que se estabelece. Em alguns casos, chega até a ser orgânico, como, por exemplo, o suplente de um senador que praticamente financia a campanha e adquire a primeira vaga de suplente. Isso acontece em diferentes momentos. Há, de fato, um problema em nosso sistema eleitoral e partidário em relação ao financiamento de campanha. Hoje é o Demóstenes, amanhã deve ter outro e depois vai ter outro. Em outros lugares do mundo tem casos também, mas é mais raro. Na década de 1990, o Helmut Kohl, que foi chanceler da Alemanha e responsável pela reunificação da Alemanha, foi afastado por ter sido acusado de uso indevido de US$ 3 milhões para financiamento de campanha. Como consequência, até os bens pessoais dele foram penhorados para pagamento dessa dívida. É muito raro acontecer isso naquele tipo de sistema, porque o parlamentar na Alemanha não se envolve com finanças de campanha, o deputado e senador alemão não mexe com dinheiro. O sujeito pode ser eleito por conta da relação que ele tem, por exemplo, com os produtores da indústria química, mas, para a disputa eleitoral, o financiamento é público. Ou seja, o problema mais sério é estrutural, mas é evidente que a mídia às vezes age como torcida organizada de acordo com seus interesses.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Pelo que o senhor falou, a manutenção desse sistema parece ser ruim para o político, para a população e para o sistema político brasileiro como um todo. Para quem é interessante a manutenção dele?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Complementanfdo o raciocínio: deve ter uma parte da classe política que se contenta e se beneficia com esse sistema. Acho também que tem um setor da economia que não se interessa pela mudança, até porque está mais ou menos assentado sobre essas bases, assim como uma parte da mídia, que prefere esse sistema por interesse legítimo do ponto de vista doutrinário ou por um sentimento de que esse sistema é um manancial de crise e de chamadas de primeira página.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Até onde o senso comum alcança instituições como o Ministério Público e o Judiciário?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Esse senso comum começa a esbarrar no Judiciário que, pela sua natureza, exige um ambiente mais frio para a análise do que julga. A base de decisão do juiz são as leis e a sua própria consciência. É claro que ele vive e interage no mundo, mas temos de resguardar o Judiciário para que as decisões não sejam contaminadas pelas circunstâncias. A história da humanidade mostra um número enorme de injustiças cometidas quando os julgadores cedem ao clamor público. O Judiciário não pode correr o risco de deixar seus julgadores serem contaminados pelos gritos das ruas. O Ministério Público tem evoluído, mas ainda há quem ceda ao jogo fácil da mídia. O Legislativo é mais aberto a isso, mas isso faz parte da sua vocação e do seu papel. É até legítimo que tenha o calor das ruas, porque os legisladores são representantes do povo. O Executivo também.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Qual é o maior defeito da política: a corrupção ou a incompetência?</p>
<p>João Paulo Cunha — Os dois problemas são reais. Evidente que a corrupção é uma chaga que precisa ser combatida e precisa ser extirpada do nosso sistema. É um combate permanente. A incompetência gera outro tipo de corrupção, porque a incompetência paralisa uma obra que, por exemplo, terá seu valor reajustado, o que, no fundo, chega à mesma posição. Os dois problemas são graves e precisam ser combatidos no serviço público.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Está havendo um superdimensionamento da corrupção? Uma overdose de falso moralismo?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Às vezes, mais transparência confunde-se com mais corrupção. Mas é certo que nós vivemos um momento conservador na história do mundo. O Brasil reflete esse momento também. Os alunos da USP, por exemplo, ficaram com uma imagem ruim perante a sociedade como fumadores de maconha que queriam o terreno da universidade livre para se drogar. Lógico que não foi isso. A imprensa transformou o episódio de um aluno que se recusou a ser revistado em uma prova de que a USP é um antro de maconheiros e contrários ao policiamento. A invasão da reitoria não era nem só sobre a maconha e nem só sobre o policiamento, tinha a ver com verba para a USP e com um novo modelo de administração. Era uma pauta de reivindicações, mas ficou reduzida à questão da maconha.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Como o senhor, réu do mensalão, é afetado pelo grande acesso à informação e o poder de mobilização da internet?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Eu sofro muito desde o advento do chamado mensalão, porque não há nada mais duro para o homem ser acusado por aquilo que ele não deve. E os amigos e os familiares também são afetados porque eles sabem que há uma injustiça. Mas eu não fico parado sofrendo, eu tenho que enfrentar, pois sei da minha inocência. Eu enfrento via rede, primeiro mostrando que eu faço, permanentemente, no meu site, no Facebook e no Twitter. As pessoas veem que eu não fico parado. Às vezes eu passo horas e horas respondendo de próprio punho questionamentos que eu vejo que são sinceros.</p>
<p>ConJur — O senhor diz que a imprensa dá pulso à inflação acusatória de uma população desinformada. O candidato, para se eleger, não faz a mesma coisa? E, ainda, uma vez eleito, ele corteja a população desinformada aprovando leis que, quando chegam ao Supremo Tribunal Federal, são consideradas sistematicamente inconstitucionais. Um levantamento nosso de quase dez anos mostra que das leis que foram analisadas pelo Supremo Tribunal Federal, 83% delas são consideradas inconstitucionais.</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> São leis das três esferas: municipal, estadual e federal. O Legislativo no Brasil é sensível ao que acontece na sociedade. Há uma necessidade de considerar que vivemos um momento conservador e deseducador. A nossa Constituição é de 1988, tem 339 artigos e, em 24 anos, já tem 70 emendas. A Constituição americana tem sete artigos, cerca de 230 anos e só 27 emendas. Nós temos mais de 15 mil projetos de lei e, aproximadamente, 1.500 propostas de emenda à Constituição tramitando. O legislativo não foi sempre assim. Agora há uma cobrança demasiada para que o deputado apresente projeto de lei. Qualquer acidente que aconteça no Brasil, por uma coisa singular, vira três ou quatro projetos de lei no dia seguinte. Há uma ideia de que todos os problemas do Brasil podem ser resolvidos através da lei, mas não é. Alguém já disse uma ocasião que o problema não é só ter lei boa, o problema é ter a execução correta da lei. Ulysses Guimarães passou vários e vários anos na Câmara e apresentou poucos projetos de lei.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Quando o Judiciário decide sobre temas caros ao legislador, como a união civil entre homossexuais, rouba bandeiras de candidatos ao Legislativo?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> O Judiciário está certo ao tomar algumas posições que o Legislativo não tomou. Porque, se ele é provocado, tem que tomar posição e, às vezes, a posição do Judiciário é mais importante, porque ele está mais imune à pressão que está na rua. A Câmara não tomou posicionamento para permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo porque a pressão conservadora sobre os deputados os impediu de tomarem essa decisão. A decisão do Judiciário é fria e reflete a Constituição.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Não seria papel do legislador colocar isso em votação?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Nesse momento conservador, retrógrado, que nós estamos vivendo, a opção do legislador, às vezes, é não decidir para não piorar a situação.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Então o Judiciário pode representar melhor o povo que o Legislativo? Porque, para chegar ao Legislativo você precisa estar apoiado em uma ONG, uma associação ou um Partido. É preciso convencer uma massa de pessoas. No Judiciário, qualquer um que ajuiza uma ação pode ter um direito reconhecido.</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Não concordo, porque quem escuta mais o cidadão são o Legislativo e o Executivo. O Judiciário não deve ser analisado só sob esse ponto de vista, porque o acesso ao Judiciário era uma coisa muito elitizada e se popularizou de 20 anos para cá. O conceito de busca no Judiciário pelos seus direitos é muito recente para a maioria do povo. O Judiciário deve continuar sendo provocado e isso não o leva à condição de representante do povo, porque ele não pode fazer a lei ou executar uma determinada demanda do povo. Isso continua sendo papel do Executivo ou do Legislativo.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> O Tribunal Superior Eleitoral, na regulamentação da lei eleitoral, às vezes impõe regras que passam a valer “no meio do jogo”. Como o senhor vê isso?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Está errado. O Tribunal Eleitoral não pode tomar essas medidas, porque lei eleitoral tem um preceito constitucional que tem que ser aprovada um ano antes da eleição. Não pode interferir na disputa eleitoral, até para evitar casuismos. As normas que o Tribunal tem que expedir em véspera de eleição são normas para organizar a eleição, não para interferir na disputa.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> O senhor é favorável à lei da Ficha Limpa?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Não vou me posicionar contrário à lei da Ficha Limpa, mas a forma encontrada é um erro que a história vai mostrar. Se um homem que quer ser candidato tem uma condenação na segunda instância e prova que aquela condenação está errada na terceira instância, não há como reparar o dano que ele sofreu por não ter sido candidato. Seria como executar uma pena de morte e depois descobrir a inocência do condenado. Prefiro aquele princípio que diz ser preferível um culpado sem punição a um inocente preso. Não digo que culpados devam ficar impunes, mas acabar com a vida de inocentes com esse pretexto não condiz com o estágio civilizatório que pretendemos.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Como se aprovou isso? O Legislativo fez uma lei para atender o clamor popular e jogou para que o Judiciário declarasse descabida?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Estabeleceu-se que votar contra a lei implicaria advogar em causa própria ou defender a impunidade. Mas é verdade que, pressionado, o Legislativo decidiu mal. Nessas situações, o legislador fica em uma situação delicada, porque não tinha como se colocar contrário à lei. Não há ambiente para reflexão. Mas é fato que o Parlamento cedeu, inclusive eu.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania não é o órgão do Legislativo para impedir isso?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha</strong> — Sim, e ela tenta fazer o máximo possível, mas quando a matéria chega ao plenário, nem sempre prevalece a opinião da CCJ. Prevalece o calor da irracionalidade. Dos 80% de leis que são consideradas inconstitucionais pelo STF, cerca de 20% devem ser de iniciativa do poder executivo.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Existem várias reformas sendo analisadas pelo Congresso. Reforma política, tributária, do Código de Processo Civil e do Código Penal, por exemplo. Há chances de essas reformas acontecerem?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> A reforma política eu acho difícil, porque não há um ambiente nem no Congresso e nem fora do Congresso para sustentar a opção por uma reforma na política. É um paradoxo. Mesmo quem critica o sistema, quando você sugere mudar, fica contra a mudança. Gente que diz achar absurda a relação obscura entre políticos e empresários são contra a mudança no sistema que cria essa relação. Há dificuldade em formar maioria no Congresso e na sociedade para sustentar isso. Mas tenho fé que isso vai mudar.</p>
<p>As outras reformas eu acho que nós vamos ter. Apresentaremos um novo arcabouço de mudanças no Código de Processo Civil, que já está em andamento bastante acelerado. O Código do Processo Penal também terá grandes mudanças. Vamos fazer grandes mudanças na lei de licitações que já está muito defasada. Nós tivemos que juntar quase 70 projetos que incidiam sobre a lei de licitações. Já a reforma tributária tem sempre um conflito: o estado quer receber mais do que o município, que quer receber mais do que a União, que quer continuar centralizando os impostos, enquanto o cidadão e o empresário querem pagar menos imposto. Não tem como fechar a conta, mas tem algumas coisas urgentes, como a unificação de ICMS. Eu acho que nesse ano seremos muito prejudicados por causa da atipicidade do ano, é um ano que tem eleição, a Câmara tem uma atividade muito intensa até julho, depois suspende por causa das eleições.</p>
<p><strong>ConJur —</strong> Algumas Propostas de Emenda à Constituição também estão tramitando, como a PEC da Bengala, a PEC dos Recursos e a PEC que cria mais TRFs. O senhor tem notícia da tramitação delas?</p>
<p><strong>João Paulo Cunha —</strong> Essas PECs são polêmicas. A PEC da Bengala sofre uma pressão muito grande dos juízes de instâncias inferiores para manter os 70 anos na aposentadoria compulsória. É um tema que mais cedo ou mais tarde nós vamos ter que enfrentar, porque a expectativa de vida do brasileiro está aumentando muito, muitos profissionais quando chegam aos 70 anos ainda estão produzindo com um vigor da juventude, principalmente professores.</p>
<p>Sobre a PEC dos Recursos nós vamos ter muito debate ainda. É uma tese que não é assimilada pelo conjunto do mundo jurídico, pois muda a matriz da estrutura do direito do Brasil. Ainda não vejo sinais de votação dela.</p>
<p>Quanto à PEC que cria mais TRFs é preciso levar em conta que não basta criar novos TRFs na Constituição. Tem que ter uma programação combinada com o Judiciário e com o Executivo para você dar sequência a isso, para não parecer demagogia do Legislativo.</p>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F30%2Fjoao-paulo-mensalao-foi-um-erro-assumido-e-corrigido-pelo-pt%2F&amp;linkname=Jo%C3%A3o%20Paulo%3A%20%E2%80%9CMensal%C3%A3o%20foi%20um%20erro%20assumido%20e%20corrigido%20pelo%20PT%E2%80%9D" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F30%2Fjoao-paulo-mensalao-foi-um-erro-assumido-e-corrigido-pelo-pt%2F&amp;linkname=Jo%C3%A3o%20Paulo%3A%20%E2%80%9CMensal%C3%A3o%20foi%20um%20erro%20assumido%20e%20corrigido%20pelo%20PT%E2%80%9D" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F30%2Fjoao-paulo-mensalao-foi-um-erro-assumido-e-corrigido-pelo-pt%2F&amp;linkname=Jo%C3%A3o%20Paulo%3A%20%E2%80%9CMensal%C3%A3o%20foi%20um%20erro%20assumido%20e%20corrigido%20pelo%20PT%E2%80%9D" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F30%2Fjoao-paulo-mensalao-foi-um-erro-assumido-e-corrigido-pelo-pt%2F&amp;title=Jo%C3%A3o%20Paulo%3A%20%E2%80%9CMensal%C3%A3o%20foi%20um%20erro%20assumido%20e%20corrigido%20pelo%20PT%E2%80%9D" id="wpa2a_16">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/30/joao-paulo-mensalao-foi-um-erro-assumido-e-corrigido-pelo-pt/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A peneira, a cachoeira e a censura à imprensa em Goiás</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/24/o-sol-a-cachoeira-e-a-censura-a-imprensa-em-goias/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/24/o-sol-a-cachoeira-e-a-censura-a-imprensa-em-goias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 18:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1155</guid>
		<description><![CDATA[Um libelo ao autoritarismo e a intolerância a nota emitida pelo governo de Marconi Perillo (PSDB) contra a cobertura feita pelo jornal O Popular e pela TV Anhanguera dos acontecimentos que assolam Goiás.   Ao invés de produzir a resposta  às dúvidas da população, o gesto suscitou novas indagações. Afinal, o que o governo teme? A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um libelo ao autoritarismo e a intolerância a nota emitida pelo governo de Marconi Perillo (PSDB) contra a cobertura feita pelo jornal O Popular e pela TV Anhanguera dos acontecimentos que assolam Goiás.   Ao invés de produzir a resposta  às dúvidas da população, o gesto suscitou novas indagações. Afinal, o que o governo teme?</p>
<p><span id="more-1155"></span>A nota do governo critica principalmente:<br />
1 – A manchete e matéria da edição domingo, de O Popular: “Crise institucional abala Goiás”.<br />
2 – A cobertura da manifestação Fora Marconi, pela TV Anhanguera no sábado (21/04).<br />
No subtítulo da edição de domigo o jornal O Popular registra:” Envolvimento de agentes públicos com a máfia dos jogos põe em xeque a confiança da população”.  Está claro que a Operação Monte Carlo da Polícia Federal revelou o envolvimento do crime organizado em todas as esferas de Poder em Goiás: Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.<br />
Está claríssimo que Goiás passa por uma grave crise institucional e não há como o governo se furtar a dar explicações, afinal, no rol  dos citados nas escutas telefônicas foram demitidos a Chefe de Gabinete do Governador, o Procurador Geral do Estado, o presidente do Detran, o Procurador-Chefe Administrativo, sem falar no afastamento do Corregedor da Polícia Civil, e de suspeitas que pairam sobre um juiz do TRT, o Procurador Geral de Justiça, um membro do TJ-GO, quatro deputados federais, o  29 membros da polícia militar, dois delegados federais e um da Polícia Rodoviária Federal.<br />
Sobre a cobertura da TV Anhanguera no evento Fora Marconi, vale ressaltar que no sábado anterior (15/04), o referido movimento havia levado 5 mil pessoas às praças Cívica e do Bandeirante, ampliando para 6 mil o número dos que foram à porta da Assembleia Legislativa protestar contra as denúncias de corrupção em Goiás. Ao contrário da Rede Globo, que noticiou outras passeatas contra corrupção país afora como atos pelo julgamento do mensalão, a TV Anhaguera foi fiel ao movimento que nasceu nas redes sociais, principalmente o Facebook, onde mais de 13 mil internautas postaram apoio ao movimento na hastag #ForaMarconi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Intolerância</span></strong><br />
É preciso dizer com todas as letras que o governo atual é intolerante com a imprensa.  Jornalistas ou qualquer um que se manifeste criticamente ao modo demo-tucano de governar sofrem ataques virulentos nas redes sociais. Renato Dias (Rádio Terra), Vassil Oliveira e Filemon Pereira (Rádio Luz da Vida), Frederico Jotabê e Marcos Roberto (Tribuna do Planalto) foram demitidos. A mínima independência, em qualquer veículo que seja, desperta a ira do governante, que tal qual a Rainha de Copas, de Alice no País das Maravilhas, grita: “Cortem a cabeça”.</p>
<p>O desafio deste e de qualquer outro governo no século XXI não é perseguir jornalistas, questionar a linha editoral de jornais ou armar guerras nas redes sociais (twitter e facebook). Muito além da tola pretensão de controle total da informação, o que os governos devem perseguir é a transparência. O movimento dos jovens no #ForaMarconi guarda muitas semelhanças com o Movimento dos Indignados na Espanha. Do outro lado do Atlântico o desemprego foi o combustível para os jovens tomarem as praças. No Brasil, e em Goiás em particular, o que alimenta a revolta e o sentimento de que o crime organizado instalou-se de tal forma nas instituições que será necessário muita pressão para fazer a faxina ética.<br />
<span style="color: #000000;"><strong>Reforma</strong></span><br />
Há muito o Brasil vive uma dictomia. A pujança no setor econômico destoa dos métodos arcaicos da política. O ocaso Demóstenes Torres que de libelo do moralismo revelou-se despachante da contravenção no Senado, mostra a necessidade urgente de discutir o processo de financiamento das campanhas. A Polícia Federal já conseguiu provar que empresas ligadas ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, fizeram doações às campanhas do governador Marconi Perillo (PSDB), do senador Demóstenes Torres e deputados Carlos Leréia (PSDB) e Sandes Júnior (PP). E as investigações também revelaram uma  participação expressiva de indicados do esquema Cachoeira na máquina administrativa do Estado.<br />
São estas dúvidas que pairam no ar que instigam o trabalho de jornalistas e a curiosidade o cidadão comum, seja ele internauta ou não. Não é a ressureição do malfado AI-5 que vai mudar a opinião da mídia e dos eleitores em Goiás.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Link  da matéria: Crise Institucional abala Goiás:</strong></p>
<p>http://migre.me/8OrXc</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota do governo ao O Popular:</strong></p>
<p>http://migre.me/8Os1Z</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota do governo a TV Anhanguera:</strong></p>
<p>http://migre.me/8Os4z</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota da  redação (OJC)</strong></p>
<p>http://migre.me/8Os5x</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F24%2Fo-sol-a-cachoeira-e-a-censura-a-imprensa-em-goias%2F&amp;linkname=A%20peneira%2C%20a%20cachoeira%20e%20a%20censura%20%C3%A0%20imprensa%20em%20Goi%C3%A1s" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F24%2Fo-sol-a-cachoeira-e-a-censura-a-imprensa-em-goias%2F&amp;linkname=A%20peneira%2C%20a%20cachoeira%20e%20a%20censura%20%C3%A0%20imprensa%20em%20Goi%C3%A1s" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F24%2Fo-sol-a-cachoeira-e-a-censura-a-imprensa-em-goias%2F&amp;linkname=A%20peneira%2C%20a%20cachoeira%20e%20a%20censura%20%C3%A0%20imprensa%20em%20Goi%C3%A1s" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F24%2Fo-sol-a-cachoeira-e-a-censura-a-imprensa-em-goias%2F&amp;title=A%20peneira%2C%20a%20cachoeira%20e%20a%20censura%20%C3%A0%20imprensa%20em%20Goi%C3%A1s" id="wpa2a_18">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/24/o-sol-a-cachoeira-e-a-censura-a-imprensa-em-goias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma CPI para Veja</title>
		<link>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/23/uma-cpi-para-veja/</link>
		<comments>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/23/uma-cpi-para-veja/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 13:20:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcusvinicius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Em Destaque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/?p=1152</guid>
		<description><![CDATA[Numa análise precisa, corroborada com fatos comprovados o jornalista Luis Nassif defende que a CPI do Cachoeira seja também a CPI da Veja, para que o Brasil tome conhecimento do concluio da maior revista do país com o crime organizado. &#160; O delegado Paulo Lacerda tinha tudo para ser um ícone do funcionalismo público. Funcionário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa análise precisa, corroborada com fatos comprovados o jornalista Luis Nassif defende que a CPI do Cachoeira seja também a CPI da Veja, para que o Brasil tome conhecimento do concluio da maior revista do país com o crime organizado.</p>
<p><span id="more-1152"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O delegado Paulo Lacerda tinha tudo para ser um ícone do funcionalismo público. Funcionário exemplar, foi responsável pela transformação da Polícia Federal em uma organização eficiente e peça chave na luta contra a corrupção e o crime organizado.</p>
<div></div>
<div>A virada da PF foi o primeiro alento, para o cidadão comum, de que o crime organizado poderia ser combatido de forma eficiente pelo Estado.</div>
<div></div>
<div>Nomeado para a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), estava pronto a repetir o trabalho na PF e a dotar o Sistema Brasileiro de Inteligência (o SISBIN, a coordenação das diversas agências públicas no combate ao crime organizado) em uma organização exemplar.</div>
<div></div>
<div>Em 2007, junto com o general Félix, Ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) visitou os Estados Unidos atrás de modelos de atuação contra o terrorismo e o crime organizado, remodelado após os atentados de 11 de setembro.</div>
<div></div>
<div>Visitaram o Departamento de Defesa, a CIA, o Tesouro, o FBI e um novo órgão, o Departamento Nacional de Inteligência, criado justamente para supervisionar a ação dos demais e integrar as investigações.</div>
<div></div>
<div>Havia a necessidade de um supervisor similar no Brasil, capaz de coordenar as informações provindas da PF, da Receita, Banco Central, COAF, INSS etc. Como a ABIN é um órgão de inteligência,</div>
<div></div>
<div>Decidiram criar um Departamento de Integração do SISBIN dentro da Agência. Reformou-se um anexo da ABIN, instituíram-se concursos que trouxeram novos funcionários, de alto nível, definiu-se uma política de cargos e salários.</div>
<div></div>
<div>O DI ficou em um andar inteiro. Havia um imenso corredor, com um conjunto de salas, cada qual destinada a um órgão da SISBIN. Não havia ingerência da ABIN. Cada órgão indicava um funcionário para trabalhar seu banco de dados, sem obrigação de passar os dados para o grupo.</div>
<div></div>
<div>No fim do corredor, uma sala onde haveria reuniões diárias de todos para analisar as demandas e definir as estratégias de combate ao crime organizado.</div>
<div></div>
<div>Estava tudo pronto para começar, quando estourou a Satiagraha. E aí, uma ação conjunta de Daniel Dantas, da revista Veja, do então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e do Ministro da Defesa Nelson Jobim, destruiu o trabalho e atrasou em anos o  avanço da luta contra o crime organizado.</div>
<div></div>
<div>Primeiro, foi a história do “grampo sem áudio” – o telefonema supostamente gravado entre Gilmar Mendes e o lugar-tenente do bicheiro Carlinhos Cachoeira, senador Demóstenes Torres -, repercutido com exclusividade pela Veja.</div>
<div></div>
<div>Depois – mais grave ainda – o falso alarme do STF de que teria havido escuta no órgão. Com base em um relatório que tecnicamente não comprovava escuta, homens de confiança de Gilmar abasteceram a revista – sempre a Veja &#8211; com falsas denúncias.</div>
<div></div>
<div>O terceiro tiro foi dado por Jobim que, com base em uma lista falsa, acusou a ABIN de dispor de equipamentos de escuta. A denúncia, mais uma vez, arquitetada com a Veja.</div>
<div></div>
<div>A soma de pressões obrigou ao afastamento de Paulo Lacerda e sua aposentadoria do serviço público.</div>
<div></div>
<div>Nesse período, a revista se aliou a dois esquemas barra-pesadas, o do Banco Opportunity e o de Carlinhos Cachoeira.</div>
<div></div>
<div>A CPI será uma boa oportunidade de passar essas histórias a limpo.</div>
<p><a class="a2a_button_orkut" href="http://www.addtoany.com/add_to/orkut?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F23%2Fuma-cpi-para-veja%2F&amp;linkname=Uma%20CPI%20para%20Veja" title="Orkut" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/orkut.png" width="16" height="16" alt="Orkut"/></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F23%2Fuma-cpi-para-veja%2F&amp;linkname=Uma%20CPI%20para%20Veja" title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/twitter.png" width="16" height="16" alt="Twitter"/></a><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F23%2Fuma-cpi-para-veja%2F&amp;linkname=Uma%20CPI%20para%20Veja" title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"><img src="http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/wp-content/plugins/add-to-any/icons/facebook.png" width="16" height="16" alt="Facebook"/></a><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marcusvinicius.blog.br%2Fblog%2F2012%2F04%2F23%2Fuma-cpi-para-veja%2F&amp;title=Uma%20CPI%20para%20Veja" id="wpa2a_20">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/04/23/uma-cpi-para-veja/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

