Líderes religiosos promovem seminário contra intolerância

O Brasil vive momentos de intolerância religiosa, sobretudo contra cultos de origem afro-brasileira. As cenas veiculadas o youtube dos “traficantes de Jesus” atacando praticantes de candomblé na  Ilha do Governador, do Morro do Dendê, no Rio de Janeiro, causaram grande indignação. Num país cuja a Constituição Federal garante a liberdade de credo, a violência contra qualquer matiz religiosa causa repulsa. Diante deste quadro, merece elogios a iniciativa do o URI (United Religions Iniciative), que realizou neste domingo, em Goiânia, encontro para promover a paz e a tolerância entre as religiões.

O  IV Encontro a Paz e as Religiões, reuniu católicos, budistas, espíritas, xamanistas, umbandistas e praticantes do candomblé num seminário onde cada representante pode ministrar palestras, além de realização de meditação e terapia sistêmica aos participantes.

A URI é uma organização internacional que está presente em 102 países e possui 868 Círculos de Cooperação que trabalham pela paz em volta do planeta. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente e tem acento na ONU.

. “O objetivo do encontro é promover um espaço de reflexão de como as religiões vivenciam a paz em suas práticas, e incentivam a cultura de paz em seus espaços”, explica Cláudia Regina Luz, coordenadora o URI Goiás.

. O evento teve início com práticas de meditação com representantes do movimento budista em Goiás e também formas meditativas de outras religiões como xamanistas, espíritas, católicos e umbandistas.

A Umbanda foi representada pela terapeuta holística Sônia Godoy que promoveu uma atividade sistêmica em homenagem às três etnias que compõe a formação do povo brasileiro.
Práticas integrativas que promovem a ampliação do ser também tiveram espaço através do xamanismo, do tarô terapêutico e das práticas rúnicas, com os mestres Iekeroh e Mahatma Gransuldey, entre outros.

A parte cultural contou com a participação da xamã e artista plástica Isabel Cristina Medeiros. Além do lançamento do CD Danka Vivo, de Bruna Brasil, produzido em Esperanto.
Cláudia Luz ressalta a importância que as religiões tem para a promoção da paz, para ela a união destas pode contribuir muito para a disseminação da paz a partir da mudança íntima das pessoas. “Para um mundo de paz, precisamos cultivar a paz diária, interior e ter espaços para falarmos sobre o assunto. Desta forma a paz será uma constante no mundo”, acredita a coordenadora.

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