Com provas e sem powerpoint, justiça de Brasília desmascara golpe

Ao contrário do modus operandis da Lava Jato, que prende primeiro para forçar delações, 10ª Vara Federal de Brasília, PGR-DF e ministro Edson Fachin desnudam maacutaia entre Aécio e Temer para calar Cunha e vender o Brasil
 

 
A 10ª Vara Federal em Brasília-DF, e o ministro Edson Fachin, da do Supremo Tribunal Federal, tem lições a ensinar a 13ª Vara Federal de Curitiba-PR. Sem pirotecnia, vazamento seletivos ou espetacularização, foi feita com sucesso uma operação para desbaratar a maior quadrilha da República, com a delação feita – por livre vontade – pelo empresário Joesley Mendonça Batista, sócio do grupo JBS-Friboi.
Ao contrário das masmorras de Curitiba do juiz Sérgio Moro, que ao invés de provas produzem powerpoints de qualidade duvidosa,  delações forçadas e contraditórias,  o trabalho do Dr. Vallisney de Sousa Oliveira, da 10ª Vara de Brasília, da Procuradoria-Geral de Brasilia e do ministro Edson Fachin foi formidável, pois obedeceu o devido processo legal, protegendo os interesses do povo brasileiro e os direitos de defesa do cidadão Joesley Mendonça Batista, do seu irmão e dos funcionários da JBS arrolados na denúncia.
Em sua análise sobre o caso, o jornalista Luis Nassif ressalta que “provavelmente o fato das investigações terem sido tocadas a partir de Brasília, impediu a blindagem de Aécio (Neves) pela PF de Minas (Gerais) e pela força tarefa de Curitiba. Recorde-se que o próprio juiz Sérgio Moro impediu Eduardo Cunha de encaminhar perguntas incômodas a Temer. Foi necessário um juiz de Brasília para encaminhar as perguntas”, aponta.
Para Nassif,  “foram as ameaças de Cunha – e provavelmente o escândalo da Carne Fraca – que precipitaram a delação”.
Segundo Nassif, o  trabalho mostra como devem ser conduzidas este tipo de investigação: “PF e PGR mostraram como deve ser a verdadeira delação premiada, tornando o delator agente direto no levantamento de provas, na chamada ação controlada. PF e PGR atuaram em conjunto, documentando cada passo, rastreando o dinheiro e, aparentemente, juntando provas definitivas para desmantelar as duas organizações, em vez do rosário de irrelevâncias das delações tatibitates de Curitiba”, observa.
 
Modus Operandis
Desde o início da Operação Lava Jato o Brasil vem sendo assaltado, todas as semanas, por vazamentos seletivos de informações, que na imensa maioria dos casos atinge figuras ligadas ao PT. Em nenhuma das prisões preventivas (que se tornaram prisões permanentes) foram apresentadas provas materiais de corrupção deste ou daquele agente político. As pessoas são presas e condenadas apenas com base em delações de ex-diretores da Petrobrás, estes sim pegos com a mão na massa.
Diferentemente dos procuradores, policiais federais e do magistrado de Curitiba o ministro Edson Fachin pegou os ladrões com a galinha na mão. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente Michel Temer (PMDB-SP) tiveram suas conversas gravadas pelo próprio delator, e não obstante isto, os agentes da polícia federal de Brasília rastrearam todo o caminho que o dinheiro da propina percorreu.
Jornalista Paulo Henrique Amorin, através de sua página – Conversa Afiada -, faz duras críticas ao modus operandis dos lavajateiros de Curitiba, principalmente para o fato do juiz Moro nunca ter prendido um político do PSDB, embora ajam provas robustas de propinas recebidas por altos dirigentes do partido.
A coleta de provas que levou a prisão de Andreia Neves, irmã de Aécio Neves e que pode levar a cassação do senador mineiro e ao impeachment do presidente Temer, são uma mostra de que a Justiça não é lugar para espetáculo e que o sigilo e o trabalho criterioso são fundamentais para se chegar a resultados concretos. Com a Operação Patmos, conduzida de forma criteriosa, o país descobriu que uma quadrilha depôs uma presidenta honesta para colocar no lugar uma quadrilha, que tomou de assalto a República.
Sem vazamentos para Globo
Os agentes da Operação Patmos, que foi batizada com o nome da ilha da Grécia onde o apóstolo João escreveu o Apocalipse, não anteciparam para a Rede Globo, mantendo o sigilo da operação. Talvez este tenha sido um dos maiores acertos e também a maior diferença desta operação em relação àquelas dirigidas a partir de Curitiba, pois, é fato que TUDO que acontece em Curitiba a Globo noticia com exclusividade.
O nervosismo da jornalista Renata Vasconcelos ao falar em boletim extra do Jornal Nacional sobre as denúncias contra Temer e Aécio não deixam dúvidas que a Globo não teve tempo de fazer mais um capítulo da “novela” Lava Jato no JN. As gaguejadas de Willian Bonner e o desconforto de Willan Waack confirmam e reconfirmam esta evidência.
Mas não foram poucos os telespectadores, que além de enxergar o nervosismo da equipe do JN e do Jornal da Globo, percebeu também que o Jornal Nacional terminou mais cedo na noite de ontem (quarta-feira).
Fica a lição para o juiz Sérgio Moro e para os procuradores e agentes federais de Curitiba de que sem vazamentos e sem espetacularização se chegam a resultados concretos. Talvez seja a hora do juiz Moro soltar aqueles, que nas palavras do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal foram “sequestrados para Curitiba”. Mais uma vez a justiça de Brasília mostra que ao invés de táticas inquisitoriais, as operações devem se pautar por investigações cautelosas, pautadas no rigor da lei e na busca efetiva de provas.
 
Colaboração x dedurismo
O depoimento do empresário Joesley Batista tem diferenças abissais das delações (sem provas) de muitos dedo-duros da Lava Jato. Em abril, por livre e espontânea vontade, sem coação, Joesley, o irmão Wesley e mais cinco diretores da empresa prestaram depoimento espontâneo à Procuradoria Geral da República em Brasília. Na tarde desta quarta-feira, os empresários se dirigiram ao ministro Edson Fachin, do Supremo e homologaram a delação premiada confirmando tudo o que disseram à PGR, outra vez por livre e espontânea vontade, sem a necessidade de prisões-sequestros ou espetáculos midiáticos.
Esta postura se difere em muito das operações de Curitiba, onde após meses de prisão o o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura resolveram delatar para saírem da cadeia. Marido e mulher deram depoimentos alegres ao juiz Moro. Pareciam que estavam contando fofocas. Ao final, os depoimentos se mostraram frágeis. Mulher contradiz marido e vice-versa e as evidências estão mais para provas forjadas do que para documentos que esclareçam algo.
Espera-se que doravante a Justiça seja feita obedecendo o devido processo legal,  com apresentação de provas, sem limitação ao direito de defesa, sem quebrar empresas, sem provocar desemprego, sem paralisar a economia, sem desgraçar a honra alheia ou macular a imagem do país. 
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