A “calunismo” do ghost-writter de Luiz Gama

Não faço artigos para agredir pessoas. Discuto idéias. Analiso fatos e personagens da política. E é por isto que me causa muita estranheza a obsessão do radialista Luiz Gama com a minha pessoa. Nunca o citei nos meus artigos.  Os últimos textos que produzi no meu blog, alguns deles publicados no Diário da Manhã, tratavam principalmente da conjuntura político-econômica do Estado.

Segundo a rádio-peão da Agecom, não é Luiz Gama quem escreve os artigos. Segundo estas fontes, “Gama seria incapaz de fazer a letra ´o´ com um copo”. Ele apenas assina, ou, ao gosto deste governo, “terceiriza”  seu nome para que outros escrevam. Segundo estas mesmas fontes seu ghost-writter seria o jornalista João Bosco Bittencourt.

 

Tenho muito orgulho do meu nome e da minha família. Sou filho de gente humilde, criado no interior. Minha mãe, que faz 80 anos nesta terça-feira, 2, é costureira. Meu finado pai foi boiadeiro e açougueiro. Não puderam pagar meus estudos. Vim para Goiânia onde trabalhei para concluir o Segundo Grau e depois fazer a faculdade.

 

Mas o que se leva dos pais não é o dinheiro, e sim os valores. Aprendi com ambos a crer em Deus, a respeitar o direito das outras pessoas, a dar valor nas amizades.

 

Filiei-me ao Partido dos Trabalhadores em 1983. Participei naqueles anos 1980, ao lado de milhares de outros militantes, da reconstrução das entidades estudantis e do esforço daquela geração pela redemocratização do país, nas campanhas Diretas Já e depois pela Constituinte, Livre e Soberana. Neste período conheci e fiquei amigo de muitos dirigentes do partido, entre eles o professor Delúbio Soares. Todos que o conhecem dão testemunho de seu caráter como homem fiel, de coragem e de palavra. Delúbio não é dedo-duro. Em todos estes anos que enfrenta a Ação Penal 470 seus lábios não se abriram para caluniar a quem quer que fosse, embora seja alvo do escárnio dos adversários do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma.

Sobre Delubio, neste período de Pascoa, vale o que foi dito pelo Mestre dos Mestres no Sermão da Montanha:

“Bem aventurado os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus”.

 

Sou amigo dos meus amigos. Não troco de amizades por interesses ou porque estão em dificuldades. Não nego meu apreço e amizade pelo Dr. Alcides Rodrigues. Continuo guardando o mesmo respeito que lhe tinha de quando era governador.

 

Luiz Gama foi defensor ardoroso do também radialista Jorge Kajuru, ao tempo em que este brilhantemente conduzia a Rádio K. A independência de Kajuru frente ao governo de Marconi Perillo (PSDB) o pôs em desgraça.  Kajuru e a rádio foram alvo de infindáveis perseguições que lhe custaram a Rádio K, o casamento e a saúde. E desde aquela época Gama tece loas a Marconi o esconjura kajuru como o diabo pragueja contra a cruz.

 

Servi ao governo de Alcides Rodrigues participando de uma equipe que fez muito por Goiás. Foi um tempo de liberdade, sem perseguições a jornalistas, a veículos e aos servidores. A Agecom não cooptava jornalistas. Por orientação do governador foi feito concurso público para prover vagas de jornalistas, radialistas e servidores administrativos na RBC, na TBC, no portal Notícias de Goiás e no Diário Oficial.

 

Nenhum jornalista foi processado no governo Alcides Rodrigues.

 

Nenhum jornalista foi asssassinado.

 

Os servidores, principalmente os efetivos, gozavam da confiança do governo e eram respeitados na sua dignidade profissional. Neste período as gratificações eram pagas, o número de servi dores comissionados, reduzido e houveram aumentos que repuseram perdas salariais históricas em todas as áreas.

Quando presidi a Agecom João Bosco Bittencourt era lotado na pasta. Escrevia artigos e outros textos. Tive por ele naquele período uma convivência ética. Seu cargo foi respeitado, sua remuneração foi mantida e seu trabalho era feito rotineiramente, sem qualquer tipo de cerceamento. Mas eu sou assim. Tenho respeito pelas pessoas. Quem trabalhou comigo na Agecom, na Assembléia Legislativa ou na Câmara de Goiânia sabe disso.

 

Se João Bosco e seus irmãos pensassem assim, não teriam feito o que fizeram contra o ex-prefeito Nion Albernaz (PSDB) e o ex-governador Iris Rezende (PMDB). Depois de servirem ao primeiro na prefeitura de Goiânia e ao segundo no Governo do Estado e no Senado, saíram atirando contra ambos, expondo confidências, difamando-os para agradar ao novo senhor.

 

Nos últimos artigos que escrevi questionei a atual administração.

Questionei os buracos nas estradas.

Questionei o apagão da Celg.

Questionei os milhões gastos nas terceirizações da Saúde.

Questionei a perseguição aos jornalistas.

Questionei as escolas estaduais caindo aos pedaços.

Nenhum destes questionamentos foram respondidos ou rebatidos pela dupla Luiz Gama/João Bosco. Preferiram o ataque à minha pessoa em artigos neste Diário e no  Goiás 24 horas. São tantas postagens, tantos ataques, que amigos me perguntam se este site foi criado apenas me difamar.

 

Goiás vive sim um momento de mudança. Está no ar, como escrevi no artigo anterior. Só não vê quem não quer.

Nas redes sociais a população manifesta-se com duras críticas ao governo atual. As ruas, como nunca havia acontecido antes em Goiás foram ocupadas por milhares de jovens nas marchas do movimento Fora Marconi. Todas as categorias de servidores públicos estão insatisfeitas. A Educação já entrou em greve. A Polícia Civil idem. PM e Bombeiros ensaiam há muito um movimento de paralização.

Os pequenos comerciantes recentem-se da maior carga tributária de todos os tempos em Goiás.

Os professores reclamam da falta de diálogo e valorização profissional.

Os profissionais da saúde, alijados da direção dos hospitais estaduais, ressentem-se do desprezo com que são tratados pelo governo estadual.

A população, de um modo geral, quer uma resposta aos apagões que queimam eletrodomésticos, que causam prejuízos às empresas e até ao esporte, pois neste governo as luzes do Serra Dourada e do Onézio Brasileiro Alvarenga não conseguem manter-se acesas.

 

Luiz Gama converteu-se recentemente. Oro a Deus para que pense no mal que pratica pelas mãos dos outros. Como cristão deveria ler mais a Bíblia. Como radialista deveria ouvir mais o refrão da música de Fernando Mendes Não adianta ir a igreja rezar e Fazer tudo errado”.

As pessoas são o que trazem no coração. Os exemplos estão aí. Quem tem a mania endurecer o dedo para todo mundo,  na verdade quer esconder  os próprios pecados maculando o nome dos outros.

You can leave a response, or trackback from your own site.

5 Responses to “A “calunismo” do ghost-writter de Luiz Gama”

  1. Ary Soares disse:

    Parabéns,

    Já era passado da hora que alguem respondesse ao pitbul adestrado.

  2. Caroline luisa disse:

    “Bem aventurado os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus”. Bem aventurados sejam Delubio, Jose Dirceu, Fernandinho Beira Mar, Carlos Cachoeira, Juiz Lalau e toda essa gama de bandidos, nao eh mesmo?
    Mas se sera deles o reino dos ceus, eu prefiro, certamente, o inferno. Tenho horror a quem glamoriza bandido!!

  3. Claydson Silva disse:

    Parabéns, vc não poderia ter qualificado melhor o cidadão.

Leave a Reply to Almir luiz

Powered by WordPress | Shop Free AT&T Cell Phones Online. | Thanks to iCellPhoneDeals.com, Free MMO and Transfer equity