PT e PMDB, a mudança está no ar

Junte as peças. Se elas se encaixam são iguais. Se há diferença, são objetos diferentes. É assim, na política, os iguais se atraem, os opostos se afastam. PT e PSDB são partidos distintos no fazer e no pensar e é por isto que vão continuar catalisando a os amores e ódios da política nas próximas eleições.

Em Goiás o PMDB é o grande partido. É maior que o PSDB e o PT juntos. Tem história. Tem líderes. Mas falta definir um projeto. PT e PSDB, embora menores, têm projetos. O projeto do PSDB é a reeleição de Marconi Perillo. Mais quatro anos no Palácio das Esmeraldas, é o que esperam os tucanos. O PT igualmente pleiteia uma reeleição, no caso, da presidenta Dilma Roussef.
As semelhanças entre petistas e tucanos param por aí. Os dez anos petistas à frente do Palácio do Planalto são diametralmente opostos aos oito anos de mandato dos tucanos. Os dois lustros petistas foram marcados por uma ampla redistribuição de renda, que elevou o consumo das famílias e gerou no Brasil uma economia de pleno-emprego. Os governos petistas também destacam-se pela retomada de investimentos em infra-estrutura, que em Goiás revelam-se através de obras como a duplicação das BR´s 060 (Brasília-Anápolis), 153 (Goiânia-Itumbiara), 060 (Goiânia-Rio Verde), a construção da Ferrovia Norte-Sul e as milhares de casas do programa Minha Casa Minha Vida.

Os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) aceleraram a dependência do Brasil junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional). As estradas eram intransitáveis. O salário mínimo, de US$ 65,00 não estimulava o consumo. O Brasil quebrou três vezes, a dívida saltou de 29% do PIB (Produto Interno Bruto) para 44,5%.

Uma frase, no entanto, seria capaz de resumir a diferença entre os governos do PT e do PSDB : Os petistas governam para quem precisa (o povo), enquanto os tucanos governam para quem não precisa (os interesses).
O mandato da presidenta Dilma Roussef (PT), cujo vice, Michel Temmer, é também presidente do PMDB , aprimora a relação entre as duas siglas. A tal ponto que a chapa deve ser reeditada em 2014. Em Goiás, a partir da eleição de 2008, com a eleição de Paulo Garcia (PT) como vice de Iris Rezende (PMDB), estes partidos iniciaram uma parceria que desdobrou-se nas eleições de 2010 e de 2012 nas campanhas ao Governo e prefeituras.
Não há consenso sobre qual será a chapa da oposição. A única certeza é de que Marconi Perillo (PSDB) é candidato à reeleição. Mas já há um aprendizado entre os dois principais partidos de oposição que permite identificar os pontos fortes e pontos fracos do atual governo. É possível comparar estilos, compromissos e aliados.

A exemplo do que fez o PSDB no plano nacional, os tucanos goianos alinham-se preferencialmente aos interesses das minorias, em desfavor às demandas da maioria. As obras de infra-estrutura, que tanto marcaram os governos do PMDB e do PT são tratadas em Goiás pelo governador Marconi Perillo com o mesmo desprezo que o presidente Fernando Henrique Cardoso as tratou quando foi presidente.

Assim como FHC privatizou as maiores estatais (Telebrás, Companhia Vale do Rio Doce, Eletropaulo, Light, Banespa, Banerj, Petroquímica União, Mineração Caraíba etc), Marconi eliminou o BEG (Banco do Estado de Goiás), a Metago, o Crisa (Consórcio Rodoviário Intermunicipal), terceirizou a Saneago, os serviços de saúde e fragilizou a Celg. No Estado Goiás os equipamentos públicos (escolas, hospitais, rodovias) estão mal. Mas um grupo de empresas, sobretudo aquelas cujos proprietários são “amigos do poder” vão muito bem. As crianças não tem escolas, os motoristas não têm rodovias, a população não tem atendimento de saúde, mas as empresas as quais o Estado terceirizou estes serviços vão bem obrigado. Que o digam as OS (Organizações Sociais) da Saúde e a empresa que opera os radares nas GO´s.
E, é claro, há ainda muito o que explicar nas relações do governador e de membros do governo com o contraventor Carlos Cachoeira.

Independente do nome que irá guiar uma aliança entre PT e PMDB em Goiás, está claro que estes partidos devem se preocupar em atender às demandas que o atual governo não soube, ou não quer atender, sejam elas as demandas por investimentos sociais, de infra-estrutura ou na própria relação com o funcionalismo público. Pois é, o servidor que sempre foi o calcanhar de aquiles do PMDB, que sempre se posicionou como marconista, a cada dia que passa se distancia do cacique tucano.

Em 1998 havia uma mudança no ar, faltando substanciar este sentimento num nome e num projeto. O mesmo ocorre nos dias de hoje.  As eleições de 2014 aproximam-se e está no ar aquele burburinho que se ouvia ao tempo da derrota do PMDB para o “moço da camisa azul”, só que desta vez, ao invés do favoritismo de Iris ser exaltado, é o jovem, que ficou velho, que é posto no seu lugar :
– O Marconi vai ganhar, ele é forte!
– Mas você vai votar nele?
– Eu não!

You can leave a response, or trackback from your own site.

One Response to “PT e PMDB, a mudança está no ar”

  1. O mascara disse:

    O problema de Goias é que o PMDB quer insistir no Iris e o PSDB espera que isto aconteça.

Leave a Reply

Powered by WordPress | Shop Free AT&T Cell Phones Online. | Thanks to iCellPhoneDeals.com, Free MMO and Transfer equity