PMDB: entre o PSDB e o DEM

Em Goiás os votos peemedebistas estão sendo disputados pelo Palácio das Esmeraldas e pelo senador Caiado, no país, partido está fechado com o PT de Lula em seis estados

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Sete minutos depois de Goyases

É muito difícil, como pai, avaliar a dor das famílias envolvidas na tragédia da Escola Goyases. A todos eles, sem distinção, e sem julgamento, expresso minha solidariedade. Infelizmente, acontecimentos terríveis como este levam a sociedade a duras e necessárias reflexões.

Não somos preparados para a dor nestes tempos onde a competitividade é lei e o TER toma lugar do ser. Desde garotos incutem o conceito que ter o melhor videogame, a calça da moda, o celular de último modelo ou o tênis mais caro é mais importante do que aquilo que somos verdadeiramente. E esta ditadura do TER, que leva homens e mulheres se prostituirem ao vivo na TV em reallity shows nojentos. É em função do TER e não do SER que milhares vão às igrejas barganharem com Deus.

É este universo do TER, esta ditadura narcisista, hedonista e fascista imposta à sociedade pelos meios de comunicação, que leva um garoto de 14 anos a tomar nas mãos uma arma de fogo para resolver suas diferenças com colegas de escola. Nossa sociedade não prepara as pessoas para convivência, prepara para competição ou para ver o outro como inimigo.

 

O estopim da violência na escola Goyases é atribuído ao bullyng, ao fato do adolescente infrator ser chamado de “fedido” pelos colegas. No início da puberdade, meninos e meninas, de fato, ficam mesmo fedidos. É tanto hormônio saindo pelos poros que não há desodorante que dê jeito. Se nossa sociedade estivesse cultivando melhores valores, a violência não seria resposta para nenhum tipo de ofensa. Mas não. A violência está por demais banalizada todos os dias nos programas de rádio, televisão e na internet.

Quando iniciei no jornalismo em 1992, nunca poderia imaginar que a TV Anhanguera, em seu jornal do almoço, fosse levar para o estúdio a mãe de uma menina, morta a facadas por um amigo adolescente. Muito menos que esta mesma mãe seria bombardeada com perguntas, imagens da tragédia e manifestações de telespectadores para que ficasse em prantos, em nome da audiência.

Infelizmente o jornalismo televisivo de interesse para sociedade acabou. Em nome do “ibope”, Globo, Record, Bandeirantes e programas vis de rádio e na internet massacram o telespectador/ouvinte com um bombardeio de cadáveres e notícias do mundo cão, como se só houvesse violência e nada mais.

Quando comecei como repórter, aprendi que notícias sobre suicídio deveriam ser evitadas, ou pelo menos, divulgadas sem sensacionalismo. Esta cautela era baseada em duas teorias, o Efeito Werther e o Efeito Cluster. O Efeito Werther refere-se a um pico de emulações de suicídios depois de um suicídio amplamente divulgado. O nome se deve ao romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther” do alemão Johann Wolfgang von Goethe. “Na ausência de fatores de proteção, o suicídio publicizado serve como um gatilho para o próximo suicídio por uma pessoa suscetível ou sugestionável. Isto é referenciado como suicídio por contágio”, registra a tese.

O chamado Efeito Cluster tem como gatilho um caso emblemático,ou quando uma celebridade está envolvida, e este trauma se espalha por uma escola ou comunidade. Isto é chamado de suicídio em série ou suicídio em cluster. “Suicídios em cluster são causados por aprendizagem social de comportamentos relacionados a suicídios, ou suicídios copiados”, explica a teoria.

Da mesma maneira em que as pessoas podem ser sugestionadas sobre notícias relacionadas suicídio, também podem ser induzidas pelas notícias de violência. Segundo a historiadora Caroline Silveira Bauer (PUC-RS), a frequente exposição da crescente criminalidade através da mídia cria um sentimento de insegurança irreal, sem qualquer fundamento racional. Nem tudo que vimos nos telejornais são de extrema veracidade, grande parte desta informação tem uma intenção do porque ser transmitida e, essa intenção, estará sempre relacionada a um fim lucrativo e dominador social.

Para Silveira, “há mais medo do que medo propriamente dito. A televisão tenta retratar os fatos de forma a tornar a informação o mais real possível aproximando os acontecimentos do cotidiano das pessoas e fazendo-as crer que aquela situação de risco poderá acontecer a qualquer momento dentro de suas próprias casas, nos seus grupos sociais. Assim, os telejornais propagam informações sensacionalistas através da exploração da dor alheia, do constrangimento de vítimas desoladas e da violação da privacidade de algumas pessoas. Para chamar a atenção do público, ainda lançam mão de outros recursos semelhantes, como a incitação de brigas entre vizinhos nos bairros populares e os crimes de violências sexuais cometidos por membros de uma mesma família”, explica.

É esta paranóia televisiva e midiática que leva pessoas a acharem que a solução da violência está na pena de morte, na liberalização do porte de armas para todos, ou que bandido bom é bandido morto.

A verdade, no entanto, é que ao matar, ou desejar a morte do outro, justificando a violência no outro, estamos matando a nós mesmos, violentando a nós mesmos.

Se quisermos uma cultura de paz temos que cultivar a paz. Isto começa dentro de casa, mas também num diálogo enquanto sociedade. Como pais, demos participar da vida dos filhos nas escolas, discutir com a direção questões como bullyng e sobre os valores que a escola está ensinando, e de outro lado, ouvir questionamento da escola, sobre que valores estão sendo cultivados em casa.

As origens da violência no Brasil são muitas, mas a hipocrisia, a intolerância e a insensibilidade social são algumas das suas principais causas.

O Brasil não pediu perdão pelo massacre aos índios, não se redimiu perante os afro-brasileiros submetidos a 388 anos de escravidão, violência e humilhações. O Brasil que não pôs na cadeia os criminosos que torturaram e mataram durante a ditadura, é o mesmo país onde a polícia atira primeiro e pergunta depois, como ocorreu na morte da turista espanhola no Rio de Janeiro. Somos o país onde a tortura é “admitida” como método de investigação, seja nas delegacias de Goiânia, seja nas celas de Curitiba, onde a Operação Lava Jato prende por meses a fio até que o preso incrimine alguém para sair da cela.

Somos o país que grita mais alto pelo gol do que deveria gritar pela retirada dos direitos trabalhistas, ou contra o aumento de 200% no preço do botijão de gás e de 42% na conta de luz .

Os mesmos deputados, religiosos, “homens de bem” que se horrorizam com exposição de artes que retratam a nudez humana, são os mesmos que nunca foram a um museu, ou a um teatro, mas que ficam o tempo todo no watssap compartilhando pornografia com outros homens de bem.

Recentemente, minha namorada me colocou para assistir no Netflix o filme “Sete minutos após a meia noite”, que conta o drama familiar de Connor, um garoto isolado, que convive com o risco de perder sua mãe na luta contra o câncer. Além da dor pela doença da mãe, Connor é vítima constante de bullyng na escola, onde é saco de pancada dos valentões. Tudo começa a mudar quando o garoto passa a receber em seus sonhos, a visita de um monstro que conta histórias para que o personagem entenda o que está acontecendo consigo próprio.

Sete Minutos Depois da Meia Noite tem um elenco de estrelas. O monstro, uma árvore gigante que fala, é dublado por Liam Neeson (Busca Implacável), a mãe é representada por Felicity Jones (Rogue One), Sigourney Weaver (Alien) é a avó, Geraldine Chaplin a diretora da escola e Toby Kebbell (Ben Hur), o pai.

O filme se resume na necessidade de confrontarmos os nossos próprios monstros, ou demônios. É o olhar para dentro, para reconhecer as nossas próprias fraquezas, e ao reconhecê-las, encontrarmos força para superá-las.

Todos nós, independente de cor, raça, credo, ideologia ou posição social temos que ouvir e domar os nossos monstros. Não seremos melhores apontando o dedo e delatando o outro, como sugere o juiz Sérgio Moro. Não seremos mais seguros se levarmos uma arma para casa, como defende o senador Wilder Morais. E nem poremos fim à violência se liberarmos a polícia para matar, como propagandeia o presidenciável Jair Bolsonaro.

A grande mudança não está fora, mas dentro de nós.

Marcus Vinícius é jornalista, economista e escreve diariamente no DM.

Líderes religiosos promovem seminário contra intolerância

O Brasil vive momentos de intolerância religiosa, sobretudo contra cultos de origem afro-brasileira. As cenas veiculadas o youtube dos “traficantes de Jesus” atacando praticantes de candomblé na  Ilha do Governador, do Morro do Dendê, no Rio de Janeiro, causaram grande indignação. Num país cuja a Constituição Federal garante a liberdade de credo, a violência contra qualquer matiz religiosa causa repulsa. Diante deste quadro, merece elogios a iniciativa do o URI (United Religions Iniciative), que realizou neste domingo, em Goiânia, encontro para promover a paz e a tolerância entre as religiões.

O  IV Encontro a Paz e as Religiões, reuniu católicos, budistas, espíritas, xamanistas, umbandistas e praticantes do candomblé num seminário onde cada representante pode ministrar palestras, além de realização de meditação e terapia sistêmica aos participantes.

A URI é uma organização internacional que está presente em 102 países e possui 868 Círculos de Cooperação que trabalham pela paz em volta do planeta. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente e tem acento na ONU.

. “O objetivo do encontro é promover um espaço de reflexão de como as religiões vivenciam a paz em suas práticas, e incentivam a cultura de paz em seus espaços”, explica Cláudia Regina Luz, coordenadora o URI Goiás.

. O evento teve início com práticas de meditação com representantes do movimento budista em Goiás e também formas meditativas de outras religiões como xamanistas, espíritas, católicos e umbandistas.

A Umbanda foi representada pela terapeuta holística Sônia Godoy que promoveu uma atividade sistêmica em homenagem às três etnias que compõe a formação do povo brasileiro.
Práticas integrativas que promovem a ampliação do ser também tiveram espaço através do xamanismo, do tarô terapêutico e das práticas rúnicas, com os mestres Iekeroh e Mahatma Gransuldey, entre outros.

A parte cultural contou com a participação da xamã e artista plástica Isabel Cristina Medeiros. Além do lançamento do CD Danka Vivo, de Bruna Brasil, produzido em Esperanto.
Cláudia Luz ressalta a importância que as religiões tem para a promoção da paz, para ela a união destas pode contribuir muito para a disseminação da paz a partir da mudança íntima das pessoas. “Para um mundo de paz, precisamos cultivar a paz diária, interior e ter espaços para falarmos sobre o assunto. Desta forma a paz será uma constante no mundo”, acredita a coordenadora.

IV Blog-prog de Goiás faz defesa da democracia

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Petistas homenageiam Paulo Garcia

 

Foi realizada neste sábado missa de sétimo dia para o ex-prefeito, celebrada pelo arcebispo Dom Washington Cruz e pelo Padre Rodrigo

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Parlamentares de esquerda são os mais influentes da internet

 
Dos 20 deputados e senadores mais influentes nas redes sociais, 14 são de partidos de esquerda. Três petistas lideram o ranking: Lindberg Farias, Gleisi Hoffman e Humberto Machado. Em Goiás o deputado federal Rubens Otoni (PT) é o segundo melhor avaliado pelos eleitores. Caiado é o sexto colocado no ranking nacional, Bolsonaro lidera na Câmara, o PT é o partido mais admirado nas redes sociais. A bancada de Goiás é a sexta mais influente.

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Ibope: 73% dos eleitores querem renovação no Congresso 

79% dos entrevistados afirmam que os deputados que votaram a favor da manutenção de Temer na presidência também são corruptos

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Lula lidera em todos cenários com o dobro dos adversários

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